O CIDADÃO CONTEMPORÂNEO FRENTE   ÀS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

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O LIVRO aborda fenômenos de mudanças de comportamentos dos cidadãos frente às Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC, vivendo na Sociedade da Informação em Rede, e as perspectivas futuras, a Sociedade de Serviços, quando as TIC, em especial os dispositivos móveis como o celular, chegam às mãos de mais pessoas com carência de recursos materiais e cognitivos, seja pela falta de acesso a informações de utilidade pública, habilidade de uso das tecnologias ou analfabetismo funcional presente no Brasil contemporâneo.

 

 

O acesso e uso da informação interativa em redes sociais, e o número de ambientes virtuais de aprendizagem colaborativa são  crescentes, e a perspectiva é que ambos possam promover melhores condições de vida e bem-estar de comunidades. Assim, realizaram-se-se diagnósticos pela observação do cidadão, no seu acesso, uso e apropriação das TIC, na busca e difusão da informação, no uso de TIC para alterar conteúdos existentes na Internet, produzidos para si ou para sua comunidade. A intervenção da pesquisa para o suporte à presente obra tinha como foco o uso de dispositivos móveis para otimização da difusão da informação nos ambientes virtuais de aprendizagem em comunidades de vulnerabilidade social. As mudanças de comportamentos possíveis são reflexo da permanente adaptação a novos processos, ao uso de novas tecnologias, sobretudo, a novas maneiras de viver em comunidade e em sociedade. Nos desdobramentos da sociedade contemporânea espera-se que estas mudanças favoreçam à busca da conquista da cidadania, algo já observado com indivíduos que portam dispositivos de comunicação móvel inteligentes.  


 PREFÁCIO

A ÚLTIMA FRONTEIRA DA HUMANIDADE, DIZ-NOS, É A CONSCIÊNCIA[1]

Vivemos um tempo de mudanças profundas, rápidas, aceleradas. Tudo se transforma a uma velocidade vertiginosa, obrigando a uma permanente adaptação a novos processos, a novas tecnologias, sobretudo, a novas maneiras de viver em sociedade.

Há quem veja estas mudanças pelo prisma de um optimismo tecnológico que, mais tarde ou mais cedo, iria resolver todos os nossos problemas. É uma ilusão. Há quem, pelo contrário, se dedique a um pessimismo metódico, vendo a catástrofe a cada esquina. É um absurdo. O nosso trabalho é compreender, tentar compreender. É para isso que serve o nosso conhecimento, o pensamento, a indagação científica.

Como bem escreve, Walter Benjamin: “Para o génio, toda e qualquer censura, os pesados golpes do destino, e também o sono sereno, são parte do trabalho diligente da sua oficina. Génio é trabalho diligente”.

É a este trabalho diligente que se dedica Benedito Medeiros Neto, nesta obra dividida em quatro partes, que junta um conjunto muito importante de textos sobre O cidadão contemporâneo e as tecnologias de informação e comunicação. O autor adopta diferentes estilos de escrita, para nos introduzir numa reflexão rica e estimulante, que nos provoca, que nos obriga a pensar, que nos coloca perante dilemas centrais do futuro presente, isto é, do futuro que já é presente.

Ao longo dos quinze capítulos são, muitas vezes, os mesmos temas que voltam, mas retomados a partir de diferentes experiências e pontos de vista. Uma das qualidades deste livro é a capacidade do autor para ligar teoria e prática, para avançar elaboradas reflexões teóricas confrontando-as com experiências concretas, na universidade e em comunidades.

Um tema atravessa toda a reflexão de Benedito Medeiros Neto, a cidadania na era digital, sempre com uma preocupação com a desigualdade. É por isso que, logo no texto de abertura, apresenta a questão central do livro:

“A Sociedade Contemporânea está em um processo sem precedentes de imersão no meio digital (computação), em um ambiente de comunicação global, ubíquo, participativo e interativo […]: como explorar este novo meio e suas facilidades para aumentar o processo de Cognição Social e dirigir o desenvolvimento humano contra a desigualdade persistente? ”

Benedito Medeiros Neto tem razão quando escreve que, do ponto de vista da cidadania, as novas possibilidades digitais incluem e excluem, criam e retiram direitos, aproximam e afastam a participação. É esta consciência que nos permite enfrentar com lucidez o “admirável mundo novo” que as tecnologias de informação e comunicação têm vindo a fabricar.

Hoje, sabemos que George Orwell se enganou, no seu extraordinário 1984. O “Big Brother” não existe. A rede é o “Big Brother”. O panóptico total, e irreversível, é um manto reticular tecido diariamente pelas nossas próprias mãos, e a partir da nossa liberdade. Voluntariamente – por vezes, mesmo, avidamente – colocamos na rede as nossas vidas. O que somos. O que pensamos. O que desejamos. O que comemos. E onde? E quando? E com quem? Deixamos que a rede molde as nossas preferências, com sugestões de leituras, de lugares, de encontros, e até de sonhos. A única escapatória seria o refúgio num submundo, situado não numa imensa cave da Terra, mas antes numa implausível existência fora do digital.

Já chegou o dia em que a rede nos conhece melhor do que nós mesmos. Mas esta rede não é uma conspiração, é um entrelaçamento de vontades de pessoas livres. Hoje, explica-nos Jonathan Crary, “o principal fio condutor de nossa história de vida são as mercadorias electrónicas e serviços de mídia por meio dos quais toda experiência é filtrada, gravada ou construída”. Mas afinal onde está o problema? São as pessoas que decidem sobre as suas vidas? Ou não?

Simbolicamente, o problema pode ser ilustrado por esta passagem do autor de 24/7 – Capitalismo tardio e os fins do sono: “Somos o sujeito obediente que se submete a todas as formas de invasão biométrica e de vigilância. E que ingere comida e água tóxicas. E vive, sem reclamar, próximo a reactores nucleares”.

Aqui estão os sinais da nossa abdicação pela responsabilidade em relação à vida. Este é o problema. A sobre-exposição espetacular das nossas vidas, parece traduzir-se num retraimento da nossa responsabilidade social. Como se quiséssemos afirmar exuberantemente o nosso direito à liberdade, individual, mas nos retraíssemos perante o exercício da liberdade como dever, isto é, como forma de intervenção nos grandes debates e decisões do mundo.

Não há refúgio num qualquer submundo, mas há uma saída possível. Permitam-me que recorra a uma palestra extraordinária dada por Maxine Greene, há 35 anos, sobre A educação pública e o espaço público: “Criar uma geração de espectadores não é educar. Não consigo imaginar um sentido coerente para a educação se algo de comum não surgir num espaço público”.

Esta é a nossa saída: valorizar e reforçar um espaço público de discussão e deliberação, de participação democrática, de cidadania com todos. É neste espaço público que a informação, a comunicação e a computação se podem fazer compartilhamento, capacidade de pensar e de agir uns com os outros. É este o sentido maior da cidadania que Benedito Medeiros Neto procura ao longo deste livro.

Yuval Harari, em duas obras de grande impacto, Homo Sapiens e Homo Deus, escreve que, pela primeira vez na história da humanidade, há uma dissociação entre a inteligência e a consciência. Nos nossos dias, já se produzem máquinas muito mais inteligentes do que os humanos, máquinas que têm capacidade de aprender. A última fronteira da humanidade, diz-nos, é a consciência.

Benedito Medeiros Neto tem razão: para uma cidadania consciente e participada, é fundamental promover novos modelos de educação e de aprendizagem, de cultura e de conhecimento, de presença e de decisão na sociedade. Com lucidez, ajuda-nos a pensar e a percorrer o caminho de uma cidadania com igualdade, até porque sem igualdade não há cidadania. É ao serviço deste propósito que o autor coloca a sua inteligência e a sua liberdade, dando-nos uma obra fundamental para compreender os dilemas que todos os dias enfrentamos na nossa vida pessoal e colectiva, na defesa dos nossos direitos e no dever de defendermos os direitos dos outros.

António Nóvoa - Professor catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e reitor honorário da mesma universidade. Candidato independente às eleições presidenciais de 2016 de Portugal.

[1] António Manuel Seixas Sampaio da Nóvoa, GCIP – ComRB, (Valença, 12 de dezembro de 1954) é um professor universitário português, doutor em Ciências da Educação (Universidade de Genebra) e em  História Moderna e Contemporânea (Paris-Sorbonne). https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Sampaio_da_N%C3%B3voa

VEJA A  INTRODUÇÃO-APRESENTAÇÃO 

                              SUMÁRIO

VEJA ESTA PARTE I

DE ONDE VIEMOS E PARA ONDE VAMOS COM AS TIC NO BRASIL

OS MARCOS DO FINAL DA ERA INDUSTRIAL

-      Migração de empregados da indústria

-      Da sociedade pós-industrial ao choque do futuro

-      Ao que assistimos após a era industrial?

-      A perspectiva das inovações tecnológicas

-      Impactos da inovação e da TI nas organizações no contexto brasileiro

-      O conhecimento, a comunicação e a cultura na modernidade líquida

-      Século XXI: interativo e transacional

O SURGIMENTO NO BRASIL DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

-      A expansão das TIC na sociedade

-      América Latina na última década

-      Um modelo de política de informação para o Brasil

-      Avanços e retrocessos do acesso e uso da informação no Brasil

-      Tecnologia e trabalho

-      Informação e desigualdade

DA DESIGUALDADE ÀS LITERACIAS DIGITAIS NO BRASIL

-      Exclusão e desigualdade na América Latina e Caribe

-      O Governo Digital Brasileiro (Governo Eletrônico)

-      O início do Programa Gesac

-      O Programa Gesac e sua prática com a comunidade de software livre

-      Literacia como o futuro da inclusão digital

-      Inclusão digital e a competência em informação

-      Literacias digitais para excluídos

-      Um estudo de caso de colaboratividade para superar as desigualdades

-      Uma perspectiva das literacias digitais no Brasil

PARTE II

A REDUÇÃO DO DISTANCIAMENTO ENTRE O HOMEM E A MÁQUINA NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

UBIQUIDADE, CONVERGÊNCIA, HIBRIDISMO NA MOBILIDADE INFORMACIONAL DE UM TERRITÓRIO

-      Conceitos e fundamentos

-      Do uso das TIC à mobilidade

-      Ubiquidade versus autonomia

-      A Convergência aumenta a conectividade

-      A Internet das coisas (Internet of Things - IoT)

-      Hibridismo nas mídias

-      Mobilidade informacional em um território      

-      Projetos colaborativos para mobilidade informacional em um território

-      A mobilidade informacional em um território como uma função (TIC; ubiquidade; convergência; hibridismo)

-      A cibercultura como um exemplo de mobilidade informacional em um território

 

      5  A INTERDISCIPLINARIDADE ENTRE A INFORMAÇÃO, A COMUNICAÇÃO E A COMPUTAÇÃO NA ECONOMIA DIGITAL

-      O traçado de convivência das ciências da informação e computação

-      O dispositivo móvel como fator para interdisciplinaridade

-      Mediando a multidisciplinaridade, a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade

-      A cognição na Idade Digital junto com a cultura

-      O desdobramento das três áreas de conhecimento na vida das pessoas

-      Ciberdemocracia e Governo Digital (Eletrônico)

-      As perspectivas da desejada interdisciplinaridade

-      Comunicação ubíqua na perspectiva dos serviços     

-      Qual o futuro do aprendizado móvel na educação?

-      A linguagem algorítmica

ATIVISMO, CIDADANIA E OS SERVIÇOS PÚBLICOS ENQUANTO DIREITOS SOCIAIS

-      O nascimento da cidadania

-      As conquistas dos direitos civis, políticos e sociais

-      Um conceito de e-cidadania

-      Ciberdemocracia e e-cidadania

-      Cultura para a e-cidadania

-      Educação e, depois, a e-cidadania

-      Do anseio às novas práticas na sociedade contemporânea

-      Os meios de que dispomos para o exercício da e-cidadania

-      Uma nova forma de viver em sociedade

INCLUSÃO DIGITAL, COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO E LITERACIAS DIGITAIS: DA INTERSEÇÃO E DA UNIÃO DOS CAMPOS E CONTRIBUTOS

-      Ações de pesquisa e educação na sociedade da informação

-      Inclusão e literacias digitais como antecedentes da nova educação

-      Inclusão digital versus inclusão social

-      Competência em informação e literacias digitais

-      Literacia digital – opção interconceitual para cenários atuais

SMARTPHONES NO AMBIENTE COLABORATIVO DE APRENDIZAGEM E USO NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA

-      A presença do celular na mudança dos contextos social, cultural e econômico

-      Sociedade conectada no Brasil, na América Latina e no mundo

-      O celular no contexto da economia digital

-      A produção exponencial de conteúdos

-      Mobilidade dos celulares na educação

-      A internet das coisas (Internet of Things - IoT)      

-      O outro lado (da moeda) da tecnologia

-      Informática e sociedade

-      Perspectivas do celular na economia digital

A SOCIEDADE DE SERVIÇOS 3.0 – UM OLHAR ALÉM DA SOCIEDADE EM REDE

-      Desdobramentos da sociedade contemporânea

-      Sociedade da informação em rede

-      Fatores atuais que levam à sociedade de serviços

-      Olhando 50 anos de convergência das telecomunicações e da informática

-      Na perspectiva da comunicação ubíqua e do hibridismo

-      As informações que aumentam a participação coletiva

-      Uma internet semântica

-      TIC para empresas da economia digital e educação

-      Cenários econômicos

-      O que esperamos com agricultura 5.0?

-      Pode-se automatizar mais a indústria 4.0?

-      Vivemos em uma sociedade de serviços 3.0?

PARTE III

O CAMINHO DA INVESTIGAÇÃO

10 PROJETO DE PESQUISA, ENSINO E EXTENSÃO

-      Aplicação prática da interseção dos conceitos de inclusão digital, competência em informação e literacia digital

-      Projeto de ensino, pesquisa e extensão

-      Educação on-line como indutora do ensino na era digital

11 AVALIANDO A PRESENÇA DE CELULARES EM AMBIENTES DE VULNERABILIDADE SOCIAL (PARANOÁ E ITAPOÃ, UnB, BRASÍLIA)

-      Intervenção para o processo ensino-aprendizagem

-      Metodologia

-      Método de pesquisa do ambiente virtual de aprendizagem

-      Análise do uso de laboratórios, notebooks e smartphones

12 PLANO DE TRABALHO PARA PESQUISA DE INTERVENÇÃO SOCIAL E ACHADOS

-      Uso das TIC, ubiquidade, convergência e hibridismo para a prática pedagógica – Paranoá e Itapoã - DF

-      Construção do ambiente de aprendizagem

-      Implementação dos projetos colaborativos

-      A mobilidade informacional em um território como uma função resultante de fatores

-      Trazendo os resultados

PARTE IV

APLICAÇÃO DAS TIC NA MEDIAÇÃO DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS SOCIAIS E CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

13  ANÁLISE DE REDE SOCIAL DO PARANOÁ E ITAPOÃ COM ENFOQUE EM INTERAÇÃO COLABORATIVA

-      Ensino Pesquisa e Extensão na Universidade

-      Fundamentação

-      O caminho que levou ao método desenhado para o projeto

-      Conclusão e achados

14 FORMAÇÃO DE TUTORES: ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS E LÍDERES COMUNITÁRIOS

-      Introdução

-      Contribuições das teorias pedagógicas de aprendizagem na transição do presencial para o virtual

-      Universitários e líderes no papel de mediadores

-      Avaliação da mediação dos tutores

-      Análise e interpretação dos dados e informações

-      Apêndice A - Conteúdo dos cursos

-      Apêndice B - Indicadores de competência para 6 tutores

15 AS PERCEPÇÕES DE APRENDIZAGEM NAS PRÁTICAS MEDIADAS POR SMARTPHONES

-      Fundamentação para expansão do uso das TIC

-      Das análises dos dados e das informações levantadas

-      As perspectivas da nova mediação na era digital

BIBLIOGRAFIA

SOBRE O AUTOR : www.filosofiacienciaarte.org

 

 

 

 

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Comentários   

0 #15 Benedito Medeiros Neto 21-08-2018 06:02
https://www.amazon.com.br/s?k=benedito+medeiros+neto&ref=nb_sb_noss
0 #14 Benedito Medeiros Neto 29-06-2018 14:33
Autor junto a Guillermo Mastrini de “La concentración infocomunicacional en América Latina (2000-2015). Nuevos medios y tecnologías, menos actores”, editado por la Universidad Nacional de Quilmes (UNQUI) y presentado en la última Feria del Libro, Martín Becerra es uno de los exponentes de la universidad argentina que más se ha ocupado y preocupado por estudiar los avatares de las industrias culturales y, particularmente, de los medios de comunicación en Argentina y la región.

Inquieto, riguroso y muchas veces provocador, el Doctor en Ciencias de la Información y Magíster en Ciencias de la Comunicación de la Universidad Autónoma de Barcelona, agnóstico y riquelmista, tal como se define en su twitter, dialogó con Universidad sobre el rol de la universidad en los debates acerca de la concentración de medios y el aporte de las nuevas tecnologías en los procesos educativos.

“La universidad forma especialistas que directamente o indirectamente participan del debate público”, señala casi como una proclama en relación al papel que juega o debe jugar el especialista en relación a las problemáticas de interés social. “Proveyendo insumos a ese debate”, enfatiza, dando cuenta de su compromiso como investigador y docente (actualmente es profesor titular en la UNQUI y en la UBA) y desde una concepción de un sistema universitario que no le da la espalda a la comunidad.

¿Cuál es tu vínculo con la educación? ¿Cuál es tu rol en la universidad?

Me formé en un colegio universitario, realicé estudios de licenciatura, master y doctorado. Me desempeñé como representante estudiantil en el Consejo Directivo (en la entonces flamante Facultad de Ciencias Sociales de la UBA) y, más tarde, como secretario académico y decano en la Universidad Nacional de Quilmes. Soy profesor de grado y de posgrado, investigo en Conicet pero con mi cargo radicado en la universidad y tengo experiencia en el sistema como evaluador de universidades y carreras.

¿Cuáles creés que son las mayores virtudes y defectos del sistema universitario argentino, y en particular de la universidad pública?

Su vigor, su amplio rango de perspectivas, su calidad en muchas áreas de conocimiento, su masividad y movilidad y, en muchos casos, su apertura a la deliberación, son virtudes distintivas del sistema universitario argentino, en particular de la universidad pública. Creo que parte de esas características tienen su contracara como defectos, por ejemplo en cierta incapacidad de estímulo y retención de los estudiantes, lo que redunda en altas tasas de deserción, su dificultad para articularse realmente como “sistema” federal, lo que exigiría complementar las propuestas formativas de grado y posgrado, así como la currícula, su incapacidad para dialogar con los niveles previos de enseñanza y con la formación de los profesores y su escasa regionalización e internacionalización.

¿Cuál es el rol de las nuevas tecnologías en la educación?

La educación desde siempre ha incorporado tecnologías (el aula es, por ejemplo, una tecnología educativa, así como lo es el libro, la “lección” o el pizarrón). Obviamente en el caso de la actual revolución tecnológica informacional las universidades son desafiadas -como todas las instituciones tradicionales- porque sus prácticas y objetivos se corresponden con un momento histórico anterior. Creo que es una pregunta abierta o, por lo menos, que no estoy en condiciones de responder de modo asertivo. Aunque sí puedo señalar que la cuestión desborda el acento puesto en la “adaptación” de la universidad a las tecnologías informacionales y a la mera inserción de dispositivos digitales en el aula. Sin articulación entre contenido y continente no hay resultados eficaces.

¿Cuál creés que debe ser el rol de la universidad en los debates sobre la concentración de los medios de comunicación?

La Universidad forma especialistas que directa e indirectamente participan del debate público, proveyendo insumos a ese debate y, en algunos casos, incluso albergándolo y liderándolo. Muchos columnistas y expertos temáticos de los medios tienen formación universitaria y sus fuentes son, también, universitarias. En el caso de la concentración del sistema de medios, algunos investigadores aportan empiria, argumentos, sintetizan políticas comparadas y ese insumo es parte del debate público, es material de consulta por parte de la política “profesional” (entre comillas, dado que toda actividad pública es en esencia política) y, de este modo, el conocimiento construido es puesto en circulación social.

Los comunicadores tienen una responsabilidad por el rol que ocupan, ¿te parece que los docentes también lo tienen? ¿En qué sentido?

Por supuesto que sí. Todos quienes desempeñamos funciones formativas (de opiniones, de saberes) tenemos responsabilidades ante la sociedad, en particular quienes trabajamos en universidades públicas sostenidas con el aporte de mucha gente que no logra acceder a los estudios superiores. Conocer los temas, actualizar ese conocimiento, dialogar dentro y fuera de la institución con los saberes construidos para ponerlos a disposición del conjunto de la sociedad son algunos de los objetivos que complementan las obligaciones básicas de impartir clases en el caso de los profesores universitarios.




Mirta Antebi
+1 #13 Benedito Medeiros Neto 04-06-2018 06:11
Prezado Professor Medeiros!
Estamos na Bahia fazendo um encontro do CAP- VIII. Ontem, dia 01/06, completamos 39 anos de ingresso na ESAP.
Hoje fizemos o sorteio do seu livro entre aqueles que foram seus alunos. Alguns fizeram toda a carreira na Empresa. Outros partiram para novos desafios profissionais.
No sorteio o contemplado foi o *Inaldo* que saiu dos Correios em junho passado.
Todos ficaram contentes de saber que você está bem e que nos honrou com o seu livro “O Cidadão Contemporâneo Frente Às Tecnologias da Informação e Comunicação”.
Todos mandaram um forte abraço para você!

https://www.facebook.com/beneditomedeirosneto?hc_ref=ARQ5FGsHObjBZAP09s8SUWbrSmcwLkTQ4lbkv2oLPgW5exS4nWxqwLYf7PDqgRHGwYA&fref=nf
+2 #12 Benedito Medeiros Neto 22-04-2018 12:11
Dear friend Benedito: I have just finish the read of your book TIC !!! My opinion is that it really is a very well written book, because i' is true that the frontier of humanity is CONSCIOUSNESS. The most important thing for humanity must be her CONSCIOUSNESS !!!!!! And if technology can help, it's wonder. The work of HUMAN beings is to be aware and to become aware of what they do, say and feel.

The newtopics of education can help a lot to achieve the union of technology and human consciousness.

God first, this must be faster and faster in achieving it. Friend Benedito, I congratulate you with all my heart. Regards; LOLY
+1 #11 Benedito Medeiros Neto 09-04-2018 19:14
Jesus Lau
Apr 7 (2 days ago)

to GALLARDO, Frankcis, me
Prezado Benedito,

Terei todo o prazer em rever o livro nos próximos dias. Vou compartilhar uma cópia com minha aluna de doutorado, Maryna Gallardo, que está estudando esse assunto colateralmente.

Muito obrigado por compartilhar uma cópia.

Parabéns por essa disciplina de redação.

Calorosas saudações,

Jesus Lau
+1 #10 Benedito Medeiros Neto 25-03-2018 15:05
Fica difícil perceber o que está acontecendo quando se está no centro do furacão. A humanidade passa por um momento de inflexão, quando todo o estabelecido muda, o momento mais revolucionário da história, a Revolução Digital, a virada para a Sociedade da Informação. O livro “O cidadão contemporâneo frente às tecnologias da informação e comunicação”, do professor Benedito Medeiros Neto, nos tira do centro do furacão e nos eleva a local de visão privilegiada do que ocorre, com o grande mérito de amalgamar as informações e análises sobre a tecnologia com a comunicação e humanidades em geral. Leitura obrigatória para quem quer ter uma visão ampla do nosso tempo e vislumbrar o futuro.

Zanei Ramos Barcellos
+1 #9 Benedito Medeiros Neto 04-03-2018 05:46
)

Nome: I Workshop Introdução à Engenharia de Ontologias e Web Semântica
Objetivo: Sensibilização para a utilidade na administração pública e geração de massa crítica de pessoas interessadas em engenharia de ontologias
Data e hora: 13/07/2011 8:30 às 18:00
Local: Auditório da ENAP - Brasília, DF
Participantes: Pilade Baiocchi Neto (MCT), Marcos Fernandes Albuquerque Lima e Benedito Medeiros Neto (MC)
+1 #8 Benedito Medeiros Neto 04-03-2018 05:46
Hello my friend! I want to say that this article is awesome, nice written and include almost all vital infos. I would like to peer more posts like this .
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http://megasto.com.ua

f7rpf9Sg6L
+2 #7 Benedito Medeiros Neto 21-02-2018 10:44
http://www.antoniomiranda.com.br

O CIDADÃO CONTEMPORÂNEO FRENTE ÀS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO. Veja a INTRODUÇÃO-APRESENTAÇÃO do Livro. Veja a PARTE I

DE ONDE VIEMOS E PARA ONDE VAMOS COM AS TIC NO BRASIL
+1 #6 Benedito Medeiros Neto 21-02-2018 10:42
http://slideplayer.com.br/slide/11832212/

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