A passagem do capitalismo pesado, do início do século XX, no estilo Fordismo, para o capitalismo pós-industrial, focado, principalmente, no consumidor, na fluidez das relações sociais e nas estruturas da nova sociedade, ou melhor, da modernidade sólida a líquida, neste início de novo século, como defende o sociólogo Zygmunt Bauman[2]reafirma esta declaração, quando instiga a incapacidade dos modernos, e fala de uma revolução que éramos incapazes de fazermos, mas agora é presente na ciência, na técnica, em política ou filosofia. Esta referida sociedade denominada de modernidade líquida ou fluída, também denominada por outros autores de pós-moderna; hipermoderna; segunda ou última modernidade, e que pode ainda receber uma melhor denominação à medida que os moderno ou pós-modernos não param criar objetos híbridos.

Um dos fatores catalisadores desta fluidez citada, seguramente, é a alta permeabilidade das tecnologias da informação e comunicação (TIC), que permite, para além da onipotência da cadeia e da audiência, a mais de três bilhões de pessoas no mundo, diferentes perspectivas de enfoque sobre a sociedade conectada e seus atores em rede (PASSARELLI; JUNQUEIRA, 2012). É neste contexto que esta proposta de pesquisa irá desenvolver-se e pautar suas investigações. O que se caracteriza como Sociedade da Informação em Rede será o principal contexto do estudo. E é neste mesmo contexto que se pretendes alcançar os objetivos da pesquisa em tela.


[2]Segundo Bruno Latour (2008, p. 69), se existe algo que somos incapazes de fazer, podemos vê-lo agora, é uma revolução, quer seja na ciência, na técnica, em política ou filosofia. Mas ainda somos modernos quando interpretamos este fato como uma decepção, como se o arcaísmo houvesse invadido tudo, como se não existisse um depósito de lixo onde fosse possível empilhar o que foi recalcado.


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