gnose sua atual manifestacao

Capítulo II da Segunda Parte: O RENASCIMENTO DA ALMA, do Livro: A GNOSE EM SUA ATUAL MANIFESTAÇÃO, de J. Van Rijckenborgh. São Paulo: Editora ROSACRUZ, 2007. 

 

 

 http://www.pentagrama.org.br/livros/gnose-sua-atual-manifestacao

 

1. O estado de consciência ou vida de cada um

de consciência do homem dialético comum forças astrais da natureza da morte), o do aluno da Escola Espiritual (consciência moral-raciona) e o do participante da nova raça, do que ingressa no novo campo de vida.

Ilustração do barqueiro que deve nos levar Estige, e da travessia de uma ponte

2. O coração suscetível ao toque astral da Gnose

Os que alcançam esse estado de consciência estão racionalmente, portanto segundo o entendimento, mais ou menos abertos ao toque da Doutrina Universal.

3. O equilíbrio perturbado e um estado de inquietude

Entre o retorno ao antigo estado de ser, o voltar à vida natural corriqueira, ou uma progressão no novo estado de ser, o irrompimento para um renascimento da alma.

Em certo momento, considerai-vos culpados, no momento seguinte, julgais estardes sendo forçados; em seguida, senti-vos tratados muito injustamente

 4. O objetivo  da Escola a fazer com que consigais atravessar a ponte.

É o caminho da Rosacruz ao qual a Escola Espiritual vos impele, é o tomar para vós a cruz de Jesus, o Senhor. Trata-se de determinação positiva de tornar-se verdadeiramente Rozacruz.

 

5. Porque os Grãos - Mestres desenvolveram a Escola?

Para acompanhar os pesquisadores e alunos nos três estados de consciência como: o estado de consciência dos nascidos da natureza; o estado de consciência dos que nasceram em Jesus; o estado de consciência dos que nasceram em Cristo.

6. A passagem de homem da morte para Homem da Vida

Se esse novo estado já estiver crescendo dentro de vós, a morte já terá sido vencida, já estareis completamente livres. Nesse caso, já não morrereis, mas sim, sereis, em vida, imediatamente liberto de pesada carga.

Sua viagem tornou-se calma, e o medo desapareceu, pois ele sabe que está ligado ao novo país.

O PROCESSO: O CAMINHO ROSACRUZ

 

Conforme verificamos, a Escola Espiritual deve levar em consideração três espécies de estados de consciência e, por conseguinte, três espécies de estados de vida: o estado de consciência do homem dialético comum, o do aluno da Escola Espiritual e o do participante da nova raça, do que ingressa no novo campo de vida.

 

O primeiro estado de consciência funciona, quer em relação

aos fatos externos, quer em relação aos fatos internos, inteiramente por meio das forças astrais da natureza da morte.

O segundo estado de consciência, atingido por grande número

de alunos da Escola Espiritual, é o estado de consciência moral-racional. Os que alcançam esse estado de consciência estão

racionalmente, portanto segundo o entendimento, mais ou menos abertos ao toque da Doutrina Universal.

O fato de o aluno procurar sempre manter contato com a Escola prova que sua faculdade racional se tornou suscetível ao contato com a Gnose. Em conseqüência desse contato que ocorre repetidamente, desenvolve-se também no aluno uma comoção moral: o esterno, extraordinariamente sensível, o centro magnético do santuário do coração, torna-se suscetível ao toque astral da Gnose. Caso o estado de sangue do aluno o permita, algo de seu sistema anímico é tocado pelo campo de irradiação da Gnose.

Quando entrais no segundo estado de consciência, viveis em

uma situação bastante complicada, em um estado de cisão. A

maior parte de vossa alma pertence inteiramente à natureza dialética. Além disso, vossa personalidade é nascida da natureza.

Por outro lado, estais ligados à Gnose por meio de uma parte

subconsciente da alma ainda bem limitada. Em conseqüência de vosso estado de ser natural, estais inteiramente ligados ao campo astral da natureza comum. Com o sistema magnético cerebral inalais a força astral desta natureza.

Mas existe algo em vossa faculdade intelectiva, em vosso estado de consciência, no candelabro sétuplo do santuário da cabeça, que faz que vos torneis suscetíveis ao toque gnóstico. Mais adiante explicaremos como isso se desenvolve exatamente.

Quantas vezes não vos aconteceu de, estando no templo, serdes tocados no íntimo e entrardes na referida comoção interior. Pois bem, por esse meio se abriu o esterno e foi realizada uma abertura para o toque da Gnose no santuário do coração. Por meio do sistema magnético cerebral inalais a natureza da morte, porém por meio do sistema magnético do esterno inalais a Gnose. Daí resulta uma divisão, pois sois tocado por dois campos magnéticos bem distintos.

A partir desse momento, irrompe em vós violenta luta, dia e

noite. A respeito disso, a Bíblia diz que é cravada uma espada em vossa alma. Em quem ocorre essa cisão se aplicam, literalmente, as palavras de Jesus, o Senhor: “Não vim para trazer a paz, mas a espada”.

Esse segundo estado de consciência foi alcançado pela maioria

dos alunos da Escola Espiritual, que se encontram, portanto, no

estado de consciência moral-racional. Muitos alunos admitem

facilmente estar nessa condição, sentem-se ligados à Gnose, porém neles tudo o mais é da natureza comum.

Em certo momento, têm motivo para regozijar-se e estarem agradecidos, porque são totalmente acolhidos na corrente da Gnose; eis que, no momento seguinte, sentem com a faculdade moral-racional que estão totalmente alheios, sentindo-se bastante infelizes.

Esse segundo estado de consciência é uma verdadeira consciência de transição, despertada e conservada mediante a atividade da Escola Espiritual.

É perfeitamente explicável e compreensível estardes entre esses dois campos magnéticos, como que balançando de um lado para o outro. Em certo momento, estais em contato com o campo da natureza, e no momento seguinte sois tocado pela Gnose. É claro que esse estado de ser não pode prevalecer. Não podereis suportar essa constante perturbação de vosso equilíbrio. Nesse estado tudo pode acontecer convosco: ou um retorno ao antigo estado de ser, o voltar à vida natural corriqueira, ou uma progressão no novo estado de ser, o irrompimento para um renascimento da alma, a entrada no novo campo de vida; portanto, cair da ponte ou

cruzá-la.

Essa situação, psicologicamente irrefutável, acarreta em vós

um estado temporário de inquietude. Por vezes, senti-vos angustiados, não conseguis encontrar paz de espírito. Sobressaltai-vos com freqüência. Em certo momento, considerai-vos culpados, no momento seguinte, julgais estardes sendo forçados; em seguida, senti-vos tratados muito injustamente. Segundo vossa compreensão, é provável que a Escola esteja na posição de espectadora insensível e dura como pedra. Mas o objetivo da Escola é que consigais atravessar a ponte!

A Escola compara-se ao clássico barqueiro que deve levar-vos

através do Estige. Quando entrais no barco da Escola, para serdes levados sobre essa corrente infernal, sabeis o que vos espera: deveis aceitar o processo. Quando o barco da Escola Espiritual se afasta da margem e começam a fluir sobre vós todas as comoções das mudanças magnéticas, as ondas do vosso mar* acadêmico rugem e borbulham, enquanto o barqueiro, solícito, ocupa-se em evitar todos os recifes traiçoeiros e quase ocultos que estão por toda parte.

Com isso, cais à mercê da espuma borbulhante que vos atinge ora a bombordo, ora a estibordo. Mas nem por isso deveis revoltar-vos contra o barqueiro. Também não podeis dizer “Parai o barco, ancorai-o em um lugar calmo!”, pois lugares calmos não existem em tais comoções magnéticas! Estais sendo apanhados por dois campos magnéticos distintos que se comportam, um em relação ao outro, de modo desarmonioso!

Compreendeis agora a cisão dentro de vós, essa ocasional tristeza indefinida e o ser lançado para a direita e para a esquerda?

Pois bem, esse é o processo! Nesse caso, apenas vos restam

duas opções: avançar ou recuar; ir para o outro lado ou voltar.

Vossa escolha deve ser inequívoca. Ora, que fazeis no barco? Que fazeis sobre a ponte? As ondas sob a ponte cantam sua canção de morte; e certamente não é agradável ouvi-la, menos ainda sentir o jato de espuma dessa tempestade de vida. Contudo, ingressastes na Escola Espiritual como quem deseja ardentemente atingir o outro lado do rio. Que ação de amor poderia ser mais nobre e mais íntegra do que a dos homens do barco que vos conduzem para a outra margem?

Conheceis a história da Pistis*3 Sophia? Inicialmente, ela volta

para o primeiro estado de consciência, para as panelas de carne do Egito. A abertura para a Gnose já está, contudo, bastante profunda. Se perseverastes alguns anos na Escola Espiritual, de modo que durante algum tempo fostes objeto dos dois campos magnéticos, um dos quais vos atingiu no santuário da cabeça e o outro no santuário do coração, algo em vós terá mudado. O mesmo acontece com a Pistis Sophia: a abertura para a Gnose já está tão aprofundada que ela já não se sente em casa quando volta para o primeiro estado de consciência, no qual ela se sente ainda menos em casa do que sobre o Estige, no barco ou sobre a ponte da Escola Espiritual. O toque do Décimo-terceiro Éon* modificou-a de tal modo que todas as forças da natureza se tornaram hostis a ela, tratam-na como inimiga, tornando-se, de todos os modos possíveis, um flagelo para ela.

Qualquer pessoa que tenha experimentado por algum tempo

a força de irradiação do campo magnético gnóstico fica marcada por ela. Essa pessoa, de início, certamente não se encontra em situação agradável: no estado de consciência comum, para ela, na dialética, isso é insuportável; e no estado de consciência moral­-racional ela é sempre acometida pelo sentimento: “É insuportável, não me dão sossego na Escola Espiritual”.

Desse modo, o aluno é arremessado de um lado para o outro. A

Escola impele-o para uma crise. Então, ele deve tomar uma decisão definitiva pela dupla ação mágica, já tantas vezes considerada, da atitude de fé e da atitude de vida em perfeita concordância com a situação. E de nada adiantará dizer, suspirando: “A miserável situação em que entrei está quase me destruindo”. Isso não o auxilia em nada. Ele deve iniciar seu caminho da cruz!

É o caminho da Rosacruz ao qual a Escola Espiritual vos impele,

é o tomar para vós a cruz de Jesus, o Senhor. Trata-se da determinação positiva de tornar-se verdadeiramente rosacruz. Apenas quando aceitais a Rosacruz rubra vosso discipulado adquire sentido. Não temos na Escola Espiritual a intenção de desgostar-vos ou, de algum modo, perturbar vosso ânimo. O objetivo da Escola Espiritual é transmutar-vos em um Rosacruz.

E somente no momento em que vos decidis em definitivo vossa

vida adquire sentido.

Então, vossa vida adquire bela e magnífica finalidade e aceitais todas as inquietações com segurança interior, compreensão e mesmo grande alegria. Ora, quando sofreis algum dano por causa de Cristo - não tomeis isso, caro leitor, de maneira

excessivamente mística - isso somente pode alegrar-vos.

Se tiverdes de passar por dificuldades por causa do processo de

salvação, sabereis, então, que “é devido ao processo, é o caminho da Rosacruz em vós”, e desse modo podeis encarar o processo com alegria!

É necessário compreender muito bem o desenvolvimento dos

fatos dentro de vós. Entrais para a Escola Espiritual por estardes maduros para tanto. Algum tempo depois do toque racional pela Escola, dá-se o mencionado processo moral, a comoção, a abertura do esterno, o desabrochar da rosa e a influência no sangue. Nesse momento, nasce em vós Jesus, o Senhor; o nascimento subconsciente da nova alma torna-se realidade. Sentimos grande alegria, grande disposição de ânimo, uma adoração como a dos pastores e dos reis magos. Mas, logo em seguida - e não poderia ser de outro modo - Chega Herodes para matar a criança recém-nascida, e segue-se a fuga.

Quando uma alma assim se manifesta na Escola, é uma alegria

para nós, pois todos os hierofantes* da luz são gratos e oferecem auxílio e assistência. Contudo, a garra de Authades,* que reside no país do tetrarca Herodes, também está presente e procura matar seu adversário natural. Herodes é o campo de irradiação da natureza da morte, que inalais por meio do sistema magnético cerebral. É a força da natureza, que naturalmente prende o que provém da Gnose e penetra pelo esterno. Vosso próprio ser é o campo de batalha, e nele também se encontra Belém, para onde Herodes envia seus mercenários para matara criança recém­nascida. Segue-se, então, a fuga para o Egito, que é a temporária neutralização interna, a nova luz em um lugar oculto, e nenhuma força pode ainda atuar. Ela está presente, mas precisa ocultar-se. É uma grande luta interna que deveis travar.

Então, em dado momento, chega das profundezas ocultas da

alma uma decisão definitiva, a decisão pela dupla ação mágica: a nova luz, Jesus-em-vós, retoma a iniciativa, e começa sua peregrinação dentro de vós. Mas, antes que isso aconteça, o Espírito Santo desce sobre o aluno. A corrente da Gnose derrama-se novamente sobre ele e cumpre, com seu dinamismo, a nova decisão. Assim, o Espírito Santo desce sobre o candidato. Nesse momento, nasce o Rosacruz.

O processo para o qual o aluno está perfeitamente preparado,

é, então, aceito por ele de modo bem consciente: “Sigo meu caminho Rosacruz”. Nesse momento, Jesus, o Senhor, inicia no aluno sua peregrinação e, nessa jornada, curará o que está aleijado, alquebrado e cego dentro dele. Então, o candidato pode segui-lo cada vez melhor. A correnteza que ele atravessa já não é uma massa turbulenta, enfurecida e fervilhante; esse período já de há muito passou. Sua viagem tornou-se calma, e o medo desapareceu, pois ele sabe que está ligado ao novo país. Todavia, ainda está no segundo estado de consciência. Porém, vê cada vez mais luzir a outra margem!

Nossa intenção é, antes de tudo, convencer-vos de que, mesmo

ainda no estado de consciência moral-racional, já podeis ter convicção, gratidão e segurança. Podemos designar os três estados de consciência como: o estado de consciência dos nascidos da natureza; o estado de consciência dos que nasceram em Jesus; o estado de consciência dos que nasceram em Cristo.

 

Se, em vosso estado de consciência moral-racional, mediante

a aplicação da dupla ação mágica, extraís suas conseqüências, nasceis em Jesus. É verdade que tendes de esperar ainda a manifestação da nova consciência da alma, mas já de há muito João-em-vós transferiu a iniciativa para Jesus, o Senhor. Então, estais em segurança.

A morte natural da alma já de há muito foi vencida dentro

de vós por um crescente estado imortal da alma.

Nosso estado de alma quíntuplo da natureza comum não pode ser mantido nem aqui, nem no Além. Sabemos que a alma que

peca deve morrer. Nossa alma, nossa vida e nossa consciência comum são mortais, e, com a morte na matéria, elas se volatilizam no Além até que já nada reste. Ao seguirdes o caminho Rosacruz, começais, desde o primeiro instante, a construir uma alma imortal. Então, a alma mortal diminui cada vez mais, ao passo que a nova alma imortal cresce continuamente; e essa troca é sobretudo decisiva para vosso destino no período a que chamamos futuro.

Quando, mais cedo ou mais tarde, chega o momento em que

não podeis conservar o corpo material, a fase do processo de

transfiguração de vossa alma será decisiva para tudo o que suceder após a morte material. Sabeis que após a morte do corpo material o homem comum vai, com o resto de sua personalidade, para a esfera refletora, a terra do lado de lá, indo para um a região em total concordância com seu estado de ser. Vibrações semelhantes se atraem. Através das sucessivas esferas que ele percorre, processa-se a continuação da volatilização da alma mortal, em tempo mais ou menos longo, semelhante ao longo apagar de um fogo.

Contudo, a gora, durante vossa vida, se estiver de fato presente

em vós o estado de consciência moral-racional, se aceitardes e

viverdes o duplo processo mágico da fé e da vida de modo a empregá-lo para dar início a vosso caminho Rosacruz, começará a surgir dentro de vós algo da alma imortal. Se viverdes assim, por ocasião de vosso falecimento adormecereis em Jesus, o Senhor. Ao descansardes vossa fatigada cabeça, dando o último suspiro, elevar-se-á de vosso ser, com o que é mortal, também algo de imortal. Então, já não ireis com o resto de vossa personalidade, tal como se encontra, para a esfera refletora, mas para o Vácuo de Shamballa, que é a antecâmara do novo campo de vida.

Esse vácuo não pertence à esfera refletora, mas é a antecâmara

do templo da sagrada Rosacruz. É, como disseram os antigos, a

“Loja do Alto”, assim como também existe uma “Loja de Baixo”. É, na acepção simples da palavra, a Escola Espiritual, o Lectorium Rosicrucianum do outro lado. Se aqui embaixo sois um aluno sério e realizais o trabalho da Escola, o trabalho moral-racional com suas conseqüências, é certo que, ao deixardes o terreno vale de lágrimas, sereis bem-vindos ao Vácuo de Shamballa.  Se tiverdes o direito de ingressar nele, lá estareis com base no que de imortal nasceu em vós. Todo o resto de vossa personalidade volatiliza-se; o que é da natureza segue o caminho da natureza, mas o que é imortal em vós lá é preservado e desenvolvido.

Não há morte que possa arrebatar isto de vós, não há éon

nem arconte* da natureza capaz de destruí-lo. Então, não estareis como homem de religiosidade natural diante de uma aparição de Jesus - exterior a vós -, o que é uma ilusão da esfera refletora, porém sereis ligados a uma força irradiadora imperecível, que em vós quer residir permanentemente. Isso é Jesus, o Senhor, uma força de irradiação para a vida. E quando dessa maneira adormeceis em Jesus, o Senhor, não tereis verdadeiramente morrido. Se esse novo estado já estiver crescendo dentro de vós, a morte já terá sido vencida, já estareis gnose sua atual manifestacao


Quem está Online

Temos 44 visitantes e Nenhum membro online

Palavras-chave

Buscar