No nosso Encontro no Leão da Serra o Prof. Miranda manifestou a sua proposta de trazer Popper para os Homens & Mulheres Notáveis, e já com alguns livros no Encontro, ele mostrou todo o entusiasmo de iniciar a tarefa imediatamente. Em conversa com o Darley, ele ficou de avaliar um imersão no pensamento de Michel Serres, ele é um filósofo francês. Escreveu entre outras obras "O terceiro instruído" e "O contrato natural". Atuou como professor visitante na Universidade de São Paulo. Desde 1990 ele ocupa a poltrona 18 da Academia francesa.

 

Em Encontro casual no Sebinho, 407 Norte, no lançamento do Livro Dec (ad) ência de Manuel Herzog, o Prof. Miranda afirmou que já tinha, praticamente, terminado seu trabalho sobre Popper.

 

E no final de Semana, 4 e 5 de Fevereiro, nós  convidamos Bruno Lamos, estudante de Filosofia da UnB, João Vitor da Universidade da Bahia para participarem dos nossos encontros. Logo mais faremos as apresentações dos nossos dois amigos.

Mémória do Roda Viva, 8/11/1999

 

Michel Serres: Fico feliz pela pergunta, porque se, quando jovem, fiz filosofia, foi só para tentar obter essa resposta. Porque eu tinha uma formação científica, era matemático e físico e meus professores nos haviam ensinado – era nosso ambiente na época – que a ciência só podia fazer o bem à humanidade e que estava a seu serviço. E praticávamos a ciência com muito entusiasmo, porque tínhamos certeza de que era para o bem da humanidade, de que era algo sempre bom. E, de repente, em 1945, explodiu a bomba atômica americana em Hiroshima.

Para o filósofo francês "não há progresso sem utopia", e a maioria das grandes descobertas ou dos progressos locais teria vindo do sonho de alguém que nos precedeu.

http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/386/entre

 

 
 
 Olá pessoal! É impressionante a capacidade de Flusser se posicionar além do seu tempo. Segue uma reflexão publicada em 1985 com o título “Ins Universum der technischen Bilder”, em português com o título O universo das imagens técnicas: elogio da superficialidade.

"Não é tão difícil imaginar coisas novas: difícil é imaginar a eliminação das coisas antigas: imaginar o desaparecimento das cartas, dos jornais dos livros," […] "da loja, do escritório, do dinheiro, dos cheques. O difícil  é  imaginar o desaparecimento do tecido social no qual vivemos, a derradeira decomposição dos grupos aos quais pertencemos. Podemos imaginar que estaremos concentrados sobre as nossas teclas e os nossos computadores em casa, mas dificilmente imaginaremos o desaparecimento das cidades, das aldeias, das nações, das culturas geograficamente distintas que tal concentração terá como efeito". Pag. 114

"Os problemas técnicos não exigirão, num muito próximo, nenhum conhecimento técnico por parte de seus utilizadores. Toda criança será apta a sintetizar imagens com computador sem saber nada quanto ao s processos complexos que provoca. O que caracteriza a revolução cultural atual é precisamente o fato que  os participantes da cultura ignoram o interior das caixas pretas que manejam. A situação cultural emergente elimina a aprendizagem e se contenta com a programação dos seus participantes". p 113

FLUSSER, Vilém. O universo das imagens técnicas: elogio da superficialidade.    - São Paulo: Annablume, 2008.


Na reunião de 31/07 do Grupo de Pesquisa e Competência em Informação, foi apresentada pelo prof. Benedito Medeiros a proposta para criação de um livro colaborativo seguindo os princípios do AV3 e tendo como a principal referência a tríade de autores: Vilém Flusser, Michel Serres e Pierre Levy.
 
A dicussão começou com a pergunta: "Como apresentar Flusser p/ um aluno do 3º ano de jornalismo?", e abordou questões sobre o contexto que os profissionais de comunicação vem passando com o avanço da tecnologia, a desvalorização do trabalho, dilemas e tendências.
 
Darley sugeriu a leitura de Zigmund Bauman, e sua inclusão como um dos autores principais, devido a sua abordagem sobre o pós-modernimos e em relação das questões apresentadas pelo Prof. Medeiros.
 
O Prof. Miranda fez considerações a respeito da produção da obra, formato de pesquisa e produção. Sobre o suporte à referência de pesquisa e metodologia. Assim como exemplos de produção e trabalhos realizados.
 
A ideia então seria dividir a redação do livro para diferente autores, acadêmicos e não acadêmicos, abordarem o tema sugerido e "contar a história pelo ponto de vista dos perdedores", ou seja, deixar um relato do ponto de vista do que não sendo beneficiados ou não inclusos na tecnologia, e estão sofrendo/perdendo com as transformações.
 
Os capítulos seriam escritos por um ou mais autores, sendo que poderiam ser multimídia, a obra será livre e aberta, conterá poemas, ilustrações, música, etc. É muito importante que o livro não seja convencional, nem no formato e nem na liguagem.
 
O livro através da abordagem multidisciplinar, contendo os princípios do AV3, irá procurar explicar as mudanças nas profissões (jornalismo, publicidade, rp...), na comunicação e nas ciências da informação, de uma forma mais utilitária do que acadêmica, a fim de responder questões do cotitidiano para as pessoas e não para o ego dos autores. Por isso a importância de ser escrito por autores acadêmicos e não acadêmicos, por quem conhece a teoria e por quem utiliza.
 
O ambiente deve ser colaborativo, multimodal, de todos para todos, cocriativo e artístico.
 
 
Conceito: Explicando o futuro das ciências humanas, pela arte, pela cultura e pela filosofia.
 
Metodologia: Colaborativo, semântico e social.
- Revisão de literatura
- Estado da arte
- Testar os resultados no contexto (estudo de campo)
 
Instrumento: O homem na sociedade.
 
Objetivo: Um alerta para a sociedade, através de uma obra de arte digital, hipertextual, multimodal.
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