Nos relatos sobre a vida de Gustav Meyrink, o seu biografo escreveu que, certa vez, falando sobre o impressionante livro "O Dominicano Branco", ele teria mencionado que, algumas vezes, quando ele "começava a escrever uma frase, com determinado objetivo, muitas vezes ele terminava escrevendo algo diferente, às vezes bem diferente, do que havia pretendido de início escrever". 
 
Era como se "um sexto sentido guiasse a minha mão para aquilo que deveria ser dito", teria confessado Meyrink. Vemos, assim, que a interação de Gustav Meyrink com o seu ser interior sobrepujava a razão da sua personalidade, na manifestação de conhecimentos de primeira mão, que precisavam ser revelados em seus escritos. Esse fato pode ocorrer também com outras pessoas, que estejam se conectando com o princípio divino em seu interior. 
 
Jaco Boehme relatava que, em alguns momentos, ele estranhava certos escritos que tinha produzido, parecendo-lhe um tanto incompreensíveis. Mas depois, quando recobrava a sua conexão interior com o Espírito, tudo lhe parecia bastante claro e luminoso e ele passava então a continuar a escrever e completar o que já tinha escrito antes. 
 
Além do formidável livro "O Dominicano Branco", que foi mencionado, dois outros livros de Meyrink merecem ser destacados e examinados, com muito critério, porque podem ajudar os buscadores a aprofundarem o seu discernimento, sobre a realidade da sua natureza interior, em um misterioso processo de auto-realização, que conduz até a "virtude misteriosa" de Lao Tsé. 
 
Com isso eles irão poder, naturalmente, abrir as portas dos mistérios da vida, para a descoberta de grandes tesouros, dos ricos tesouros que jazem ocultos em seus corações de peregrinos, que ainda pelejam pelas terras hostis do universo dialético. 
 
Vamos começar este trabalho mostrando alguns trechos de um artigo publicado na Revista Pentagrama Ano 19, n.o 4, sobre o livro "O Golem", escrito por Gustav Meyrink em 1915, que foi o livro que o notabilizou como escritor de histórias de realismos fantástico, um ramo inovador que também foi adotado, com grande sucesso, por Edgar Allan Poe nos EUA.  
 
Deus Está Morto  
 
"A palavra hebraica “golem” significa “corpo sem alma”, “matéria sem forma” ou “argila bruta”Aqui, referimo-nos ao que ainda está “sem forma”, (algo) que é “embrionário”.  Em seguida, esta palavra refere-se (também) à imitação luciferiana da criação divina e às atividades humanas que daí decorrem, em todos os domínios da cultura terrestre. 
 
"Existe uma narrativa do século XIII, proveniente de um grupo de cabalistas do Sul da França, em que a história do "golem" é assim relatada: 
 
"Ao final de três anos, quando eles começavam a reunir as letras do alfabeto, combinando-as, agrupando-as e formando palavras, um homem foi criado e em sua fronte estava escrito: “JHWH Elohim Emet”: o Senhor Deus é a Verdade.  
 
"Mas este ser (o golem), trazia uma faca na mão e com ela raspou o Alef (ele raspou o "E", a primeira letra do alfabeto hebraico) da palavra “Emet”, de tal modo que somente restou a palavra “met”, o que significa “morte”. Portanto, então ficou escrito que: “Deus está morto.” Jeremias então rasgou as suas vestes e disse: “Por que tiraste o Alef da palavra Emet?” 
 
A Parábola da Criação e a Queda 
 
"E ele respondeu: “Vou dizer-te uma parábola: 
 
"Um arquiteto construía casas, cidades, praças, e ninguém conseguia igualá-lo em seu trabalho, nem compreender o seu saber, nem possuir as suas capacidades. Mas dois homens o obrigaram (a se revelar) e ele lhes desvelou os seus segredos e todos os aspectos da sua profissão. 
 
"Quando estes dois homens já tinham aprendido tudo com o arquiteto, puseram-se a discutir com ele, até romper as relações (com ele); então, tornaram-se arquitetos independentes, pedindo preços inferiores para os mesmos serviços. Quando se percebeu, todos já davam o trabalho de construção para esses dois homens. 
 
"Deus também vos fez à sua imagem, de acordo com a sua natureza e a sua forma. Mas agora, assim como ele o criou, vós também criastes o homem, e os homens dirão: “Não há Deus no mundo, a não ser estes dois!” 
 
"E Jeremias disse: “Em verdade, devemos estudar estas coisas apenas para conhecer a força e o poder do Criador, mas não devemos colocá-las em prática”.
 
O Golem é um Ser Sem Alma  
 
"Em todos os homens há um "golem", profundamente escondido dentro do seu ser: 
 
"Ele é o germem de uma forma ideal, um novo Adão, que ainda não nasceu. Esta imagem remete à tarefa interior, que todos deveremos executar: a rejeição do velho Adão, para substituí-lo pelo novo homem, por Adamas, pela Alma-Espírito. 
 
"Entretanto, o "golem" não é somente o símbolo do “novo” que deve vir, mas também da situação atual do homem terrestre, a quem falta o Espírito, o que faz com que ele seja um “ser sem alma”. 
 
"Mas enquanto o novo Adão, que está latente dentro dele, não reagir ou não puder reagir ainda ao chamado, que vem do Espírito, o homem terrestre será um "golem", um instrumento sem vontade, uma bala que as forças que se combatem atiram umas nas outras. 
 
"Essas forças moram dentro dele: são impulsos que combatem a inteligência, que combatem os desejos contra a vontade, que combatem as emoções contra a razão, e assim por diante. 
 
"A versão da história do "golem" que citamos, tira o seu profundo significado da força de um nome. E, especialmente, do nome hebraico de Deus (Jeová), escrito com as quatro letras JHWH, o tetragrama. Fala-se que esse nome não deveria ser pronunciado, a não ser por iniciados. 
 
"Por esta razão, dizia-se freqüentemente acerca de: “o Nome”Pois um nome sempre está ligado a uma força. E exprimir um santo nome significa liberar a força contida nele (no Nome). Daí vem o conhecimento de que o direito de pronunciar um Nome era reservado (apenas) aos sacerdotes e iniciados. (...) 
 
O Homem Decaído: o Lúcifer 
 
"Lúcifer criou uma contranatureza, que é similar e imita a natureza divina (neste mundo). Ele quebrou a ligação com a Unidade e com a Verdade. E a Verdade transformou-se em morte. Os microcosmos que o seguiram e mergulharam na matéria, deram a Lúcifer, que acabara de chegar, todas as honras e todos os cargos. 
 
"A sua criação é este mundo, no qual os homens vivem e morrem. É uma natureza totalmente separada da fonte original e, por isso mesmo, degenerada, a ponto de ser desprovida de Alma, pois é habitada por criaturas sem Alma: os "Golens" (que são aqueles que formam os humanos e toda a humanidade)."  
 
 
Resultado de imagem para imagens de O Golem do livro de gustav meyrink
 
O GOLEM: Um Ser Sem Alma
 
 
 
"A partir deste ponto de vista, todo o homem mortal é um "Golem". Segundo a filosofia gnóstica, toda a natureza mortal, que é luciferiana, esta´submetida à dualidade. Ela é o mundo dialético dos opostos. A dualidade reina nesta natureza e, portanto, também reina em cada pessoa, sendo a dualidade o seguinte: dia e noite, calor e frio, amor e ódio, etc.. 
 
"O equilíbrio entre os dois opostos é cada vez mais temporário e instável. E tudo logo se transforma no seu contrário. É por isso que os antigos gnósticos, principalmente os maniqueus, diziam que o mal era o bem que caía em um mau momento. 
 
"O que um dia era “bom” transformava-se, mais tarde, em “mal”. Assim, tudo no mundo dialético é relativo e é o produto da ilusão. Assim, a vida também é relativa, pois ela é limitada, ela é finita, e está submetida à degradação, ao declínio e à morte. 
 
"A conclusão lógica é que o campo de vida habitado pelos seres humanos não pode ser um campo de vida, porque é um lugar ímpio. Onde cada um segue a sua própria verdade e se atribui possuir corpo e alma (mas a sua alma é mortal). 
 
"E, em nome desta verdade relativa, explodem guerras espantosas. Portanto, a consciência humana também é dupla e cheia de contradições. Fala-se que o homem  possui uma consciência nas horas de vigília e um subconsciente, que tem a sua própria vida. Um inconsciente que apresenta todas as características de um fantasma e que, regularmente, rege a consciência de vigília ou até mesmo a obscurece. 
 
A Ausência da Alma de Deus Produz as Trevas 
 
"O escritor austríaco Gustav Meyrink (1868-1932), em seu célebre romance intitulado "O Golem", tomou esta imagem do "golem" como um símbolo desse fantasma individual e coletivo. Da mesma forma que a criação luciferiana separada (da Unidade), leva a (imagem da) sua própria vida, assim vem acontecendo com os seus habitantes (no mundo dialético). 
 
"Considerando que "a Queda” é um processo e que cada passo nesse caminho pede um outro (passo seguinte), em um certo momento desaparece toda e qualquer Luz e somente passam a reinar as mais profundas trevas. 
 
"Na pior das hipóteses, essas trevas — ou seja, a privação da Alma — levam à possessão. 
 
"Para romper este efeito de bola de neve, é preciso restabelecer uma (nova) ligação com o campo de vida divino. Tudo na natureza aspira a isto. Mas a solução não está no progresso da tecnologia, ou no que chamamos de “a arte pela arte”, por exemplo. É como se um neófito, de modo arbitrário e sem a preparação necessária indispensável, para viabilizar uma criação mágica, tentasse dar vida ao restante do Golem de Praga. 
 
"Mas ele é incapaz de dominar o processo e o "Golem" vai crescendo, até tornar-se uma figura monstruosa. Se ele não praticar logo o “ritual da dissolução”, o monstro irá se atirar sobre ele. Então, o neófito será abatido e sufocado por sua própria criatura. 
 
"No romance de Meyrink, chamado de "O Golem", um desconhecido oferta um livro ao personagem principal, chamado Athanasius Pernath. O desconhecido lhe mostra um capítulo intitulado “Ibbur”. Onde a inicial dourada “I” parece estar gasta e Pernath recebe a tarefa de restaurar a letra gasta. “O livro me falava como em um sonho, cada vez mais clara e nitidamente. Ele perturbava o meu coração, como se me fizesse uma pergunta”, diz Pernath.  
 
"A palavra “Ibbur” significa “fecundação da Alma”. Se a vida da Alma é percebida e vivida conscientemente, no sentido pleno da palavra, a Alma é fecundada pelo Espírito e daí nascerá o homem celeste, o microcosmo que deve ser restaurado.  
 
"Esse é o processo de auto-iniciação, em que uma pessoa se torna consciente da sua origem e da sua vocação (original) de homem divino. Ou seja, como disse a Pernath o arquivista Hillel: “Você pegou o livro Ibbur e o leu.  A sua alma ficou (assim) grávida do Espírito da Vida”. 
 
"Não é por acaso que este romance de Meyrink (escrito em 1915) teve um grande sucesso. Primeiro, porque ele foi escrito genialmente. Mas o seu sucesso deveu-se, principalmente, pelo tema do subconsciente, simbolizado pelo "golem", que era um tema muito vivo na época. Vinte e nove autores já haviam tratado do tema do "duplo eu" na literatura, como “Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, por exemplo. A psicanálise entrava em cena (com Freud, Adler e Jung) e pretendia-se “descobrir” o subconsciente. 
 
"Mas o que, desde 1924, foi empreendido pela Escola Espiritual da Rosacruz Áurea, não tem como finalidade a reanimação do subconsciente. 
 
A Ligação de Deus com a Morte Produz a Libertação 
 
"A Escola Espiritual não se dirige à consciência (do homem) em vigília normal, nem ao subconsciente, mas ao ser divino presente no microcosmo. 
 
"Nesse processo, o núcleo espiritual do homem é libertado dos entraves do espaço e do tempo, que são as colunas da contra-natureza luciferiana.  Assim, a força do subconsciente, o “golem interior”, é transformada (em algo novo): trata-se daquilo que a tradição cristã chama de “o perdão dos pecados”. 
 
"Este processo conduz à libertação e à recriação do homem divino (o Ancião), que é prisioneiro do homem mortal.  Assim, o ser humano é santificado e enobrecido. Ele pratica então a verdadeira religião, ligando o Alef (Deus) à morte. E assim ele triunfa sobre a morte."  
 
No Capítulo 7 do Livro "Não Há Espaço Vazio", o Sr. Jan van Rijckenborgh aborda, com profundidade, a questão da queda do microcosmo, em relação ao homem original, quando se reporta ao Ancião e à antiga Lenda de Hoel Dhat, conforme iremos mostrar a seguir. 
 
 
 
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A LENDA DE HOEL DHAT: Uma história sobre a lendária Espada Excalibur 
 
 
O Ancião e a Lenda de Hoel Dhat 
 
"(...) Mas sabíeis que há relatos de mais outro processo de morte, em cada microcosmo?  Nós, seres nascidos da natureza, (seres) da ordem do tempo e do espaço, estamos em um processo de morte, enquanto vivermos no espaço-tempo. Esse processo de morte ocorre, em geral, dentro de um período de, no máximo, cem anos. Tudo isso é do vosso conhecimento. 
 
"Mas, nesta ordem do tempo e do espaço, há também outro processo de morte, que pode levar milhões de anos, isto é, o processo de morte daquele que está aprisionado conosco, no mesmo microcosmo.  Depois de termos fechado os olhos, para sempre, nesta esfera material, e após termos brilhado ainda por algum tempo na esfera refletora, então o "Outro" em nosso microcosmo, possivelmente, ainda terá de seguir o seu caminho de morte, por um tempo interminável. 
 
"Até agora chamamos o "Outro" de a "Rosa" e sabemos que essa "Rosa" é um ponto de contato com a radiação gnóstica (universal), um ponto de contato entre dois mundos. Mas um grande mistério está oculto por detrás dessa "Rosa": um calabouço, um Templo-sepulcro (presente) em nosso microcosmo, no qual o "Ancião" permanece acorrentado (como na história do Prometeu acorrentado, da mitologia grega de Ésquilo), pois ele é o "eterno moribundo", (aquele) que suporta as aflições e as experiências de todos os companheiros mortais, (aqueles) que estiveram muito perto dele, na ordem do espaço e do tempo. 
 
"Entretanto, nesta ordem (temporal), enormes forças estão trabalhando para provocar, o mais rápido possível, a morte do "Ancião", que está oculto por detrás da Porta da Rosa ouro-sangue, porque, dessa maneira, apenas a cicatriz eterna da memória seria deixada no microcosmo e a ordem do tempo e do espaço já não poderia (mais) ser ameaçada. 
 
"Mas grandes forças também estáo trabalhando para dar o pão da vida ao "Ancião", em seu calabouço, para conservá-lo vivo e, assim, prolongar a sua miserável existência, na esperança de libertá-lo (algum dia), antes que ele morra e, entáo, salvá-lo de todos os perigos. 
 
"Em suma, em todos os microcosmos encontram-se duas entidades: nós mesmos e o Outro, o Ancião (do microcosmo).  (...) 
 
A Revelação de Salvação 
 
"Entretanto, quando em um longínquo passado, muitas entidades submergiram neste espaço dialético, neste caos de contrastes, elas teriam ficado perdidas, de modo irremediável, caso não fossem auxiliadas.  Aprouve ao Logos desenvolver para elas uma Revelação de Salvação. Mas uma Revelação de Salvação, de cura, é, por certo, sempre temporária, (ela esta) sempre sujeita ao tempo; pois ela não é feita para durar por toda a eternidade. 
 
"Portanto, todos os nossos microcosmos estão sujeitos a essa Revelação de Salvação. Isso explica a nossa presença no microcosmo, a presença das entidades do espaço-tempo, que é a nossa personalidade mortal. 
 
"Nós, entidades da vida desta ordem de natureza, estamos sendo chamados para passar pelo Portal da Rosa e vitalizar o pré-homem aprisionado, submerso e congelado, o "Ancião", a fim de impeli-lo, como precursores, através das fronteiras desse espaço da natureza. Possibilitando, dessa maneira, ao (homem original), submerso em nosso microcosmo, o regresso para a sua pátria (de nascimento). 
 
A Salvação do Ancião é Também a Salvação da Personalidade 
 
"A Revelaçáo de Salvação para o "Ancião" é, ao mesmo tempo, uma mensagem de salvaçáo para nós (personalidades). A eternidade na pátria dos "Anciãos" é prometida (também) a nós, seres do tempo, sujeitos à natureza, nascidos para a morte e a ela consagrados, se nos dedicarmos à tarefa para a qual fomos criados.  Absorvidos por inteiro por nosso companheiro (o Ancião), unos com ele, deixaremos os espaços do tempo e entraremos nos espaços da vida eterna. 
 
"Quando, como verdadeiros servos e servas, estivermos dispostos a realizar a nossa tarefa na casa de serviço microcósmica, entáo o grande milagre ocorrerá, o temporário será tragado pelo eterno. Mediante o não-ser segundo a natureza, mediante a não-ação segundo o ser-eu da natureza, seremos todos eleitos, mediante o Portal da Rosa, para sermos Filhos de Deus. 
 
"A fim de sermos capazes de seguir esse grande caminho festivo, apenas temos que irromper através de todas as ilusões inerentes ao espaço e tempo. No ponto de separação, nas fronteiras do tempo, teremos que nos despedir das forças do espaço e do tempo. Essas forças, impelidas por sua natureza, tentam nos manter (e reter) na natureza do seu elemento. 
 
"Sobre tudo isso fundamenta-se a lenda maravilhosa de Hoel Dhat, a lenda utilizada por Gustav Meyrink para criar o seu fantástico romance, chamado de "O anjo da Janela do Ocidente". 
 
"Essa é uma história na qual nenhum aspecto do Caminho (de retorno), que todos nós temos de seguir, foi omitido. Se analisarmos a lenda de Hoel Dhat, obteremos o seguinte resultado: é uma história a respeito de uma Espada. E a Espada, (que é) a Cruz, é o símbolo do homem. 
 
"Os antigos mistérios falavam de uma Espada invencível, forjada esplendidamente e cravejada de magníficas pedras preciosas. Ela é o (símbolo do) homem da eternidade, vivendo nos espaços não-dialéticos do Universo. 
 
"Esse homem é chamado de Hoel Dhat. Séculos mais tarde, "Dhat" veio a ser chamado de "Dee", o que significa "o bom". "Hoel" denota o ser original, no estado eterno de Deus. O homem que esta nesse estado de ser - a Espada cravejada de pedras preciosas - vive em um Paraíso, em um Jardim em meio a uma Fraternidade, cujos membros são denominados de "Jardineiros". 
 
"Um desses seres reais perece no espaço-do-tempo. Então, um dos descendentes de Hoel Dhat perde a sua Espada real, a sua natureza real. Ele é capturado por Ivan, o Terrível e já não lhe resta mais esperança alguma. Depois, ele cai em poder da rainha Elizabeth, da Inglaterra, e um sinal de esperança manifesta-se para ele, outra vez. 
 
"Mas qualquer lembrança da Espada está perdida para ele, por completo. Muitos a consideram (agora) um punhal, um canivete, uma faca de cortar papel, algo útil para a natureza dialética. A sua forma nobre foi deturpada. 
 
A Corte dos Jardineiros 
 
"Por fim, um dos descendentes da Revelação de Salvação seguiu a senda da salvação, livrando, dessa forma, a Espada de sua maldição e do sangue da natureza inferior. Levando-a de volta para os seus ancestrais: a Corte dos Jardineiros. 
 
"O herói que realiza essa façanha é John Dee, "João, o Bom", aquele que é o precursor de Jesus, o irmão que adentra no templo-sepulcro para libertar "o Outro". Ele é o servo bom, que foi chamado e que se dedica à Rosa de ouro-sangue. 
 
"Gustav Meyrink conseguiu interpretar, com sublimidade, os altos e baixos da senda de libertação. Portanto, possa o seu livro ser um poderoso auxílio para todos vós, no trilhar dessa senda. Possa ele (ajudar a) aprofundar o vosso discernimento, em vossa jornada rumo ao Jardim dos Jardins, rumo à Corte dos Jardineiros."   
 
A Senda da Direita é A Senda da Alma  
 
No Capítulo 8 do Livro "Não Há Espaço Vazio", é mostrado ainda, com bastante profundidade, como o homem natural, o Lúcifer da natureza dialética, aquele que ainda domina a razão humana, pode ser transformado no homem joanino, o ser humano que se empenha pela salvação do Ancião, dentro do processo da Revelação, construindo a Senda da Direita, a Senda da Alma, como será mostrado em seguida. 
 
"(...)  Devereis olhar para a intervenção da Escola Espiritual e a sua atividade, que foi intensificada neste período (de vida) da humanidade, como um esforço maior, para tornar possível ao Espírito, que é derramado sobre toda a carne, descer até o homem e possibilitar (ao homem) uma mudança sensorial fundamental e verdadeira, (mediante algo) que possa ter domínio sobre o ser humano. 
 
"Em outras palavras, (mostrar) como é feito um esforço para fazer com que o olho direito e o ouvido direito (do ser humano joanino) possam responder à sua vocação (original). 
 
"O sacrifício que está sendo feito, nesse sentido, pelos servidores da Gnosis terá, na maioria dos casos, efeitos (apenas) negativos. Pois resistência e ódio, perseguições e injúrias serão o resultado (auferido), de todos os modos possíveis. Mas todos aqueles que servem à Luz sabem disto, com antecipação. No entanto, de todo o coração, eles aceitam esse espinho na carne se, pelo menos, o sacrifício da Luz for aceito por aqueles que, verdadeiramente, buscam pela Luz. 
 
"Aqueles que forem capazes de aceitar o sacrifício da Luz, e o aceitarem de maneira positiva, comprovarão o seu estado de ser, mediante um comportamento de vida claramente reconhecível, mediante uma nova atitude de vida. 
 
Olhos Para Ver e Ouvidos Para Ouvir 
 
"Quando uma pessoa tem ouvidos para ouvir e olhos para ver, isto significa, no sentido da linguagem sagrada, que o olho direito e o ouvido direito estão sensíveis às vibrações gnósticas, devido às novas atividades da Alma.  Os dois sentidos da "senda da direita" irão então influenciar os sentidos da "senda da esquerda". 
 
"Em outras palavras: a faculdade mental é adaptada à Gnosis; os hábitos mentais inveterados são afetados e a inteira vida de desejos e emoções será extinta pela Luz reveladora.  
 
"A grande demolição do inteiro estado natural  será empreendida, pelo simples fato de que, o ser humano começa a compreender e a ver algo do Espírito, que é derramado sobre a humanidade. 
 
"Em suma, o inteiro estado sensorial do homem será totalmente invertido, com conseqüências inimagináveis. O homem que, a princípio, pertencia à "senda da esquerda" (a senda do ser-eu), agora se colocará de maneira correta, direta e equilibradamente, na "senda da direita" (a senda da Alma). Sem dúvida, tereis ouvido falar, com frequência, a respeito da "conversão". 
 
"Pois bem, a verdadeira "conversão", antes de tudo, é uma mudança sensorial. Se a Escola Espiritual conseguisse operar em vós, com pelo menos uma pequena parcela dessa "conversão", a sua obra para convosco poderia ser considerada bem sucedida, porque a mudança sensorial mencionada aqui, refere-se a uma mudança correspondente no ser aural do vosso microcosmo. 
 
"Com isso seria aberto o templo-sepulcro, onde o "Ancião" está aprisionado (que é o campo magnético do ser áurico da natureza, presente no microcosmo e sustentado pelo zodíaco natural)." 
 
O Restabelecimento das Faculdades Originais do Homem-João  
 
O Capítulo 9 do Livro "Não Há Espaço Vazio", aborda de forma bem clara, o significado da senda da direita, a Senda da Alma.  Além disso, mostra que a personalidade deverá buscar e obter o restabelecimento das suas faculdades originais, o que equivale a um processo ocultista, antes que ele possa trabalhar no processo transfigurista de João. Para que, com isso, o candidato possa então se dirigir a Jesus, a Nova Alma de Deus, em substituição à alma natural que ele recebeu dos Eões do universo dialético, no seu nascimento natural. 
 
"Portanto, podemos concluir que, quase todas as pessoas estáo agora, de forma orgânica e funcional, na senda da esquerda (a senda do ser-eu).  As forças dos órgãos da direita (da Senda da Alma) estáo dominadas pelas da esquerda. Na prática, isto significa que são dominadas pelo eu da natureza, pelo corpo de desejos, pelo pré-eu do sistema fígado-baço. 
 
"Os que desejarem seguir a senda (de retorno) terão de se submeter a dois processos de desenvolvimento, que seguem juntos, mas que devem ser diferenciados um do outro, de forma bem clara. Pois ambos têm finalidades totalmente diversas. 
 
"Se disséssemos a alguém: "Segui a senda da auto-rendição ao Outro. Atravessai o Portal das Rosas e despertai o Homem-Espírito em vosso microcosmo. Assim, sacrificai o vosso ser-eu da natureza ao Filho de Deus em vós e, assim, segui o caminho de João no deserto", entáo estaríamos, de fato, falando a verdade e apontando o que é de fato essencial. 
 
"Contudo, estaríamos dizendo (também) uma verdade que é negativa para todos, porque o homem dialético atual não pode, de forma alguma, seguir o caminho de João (na sua atual condição). 
 
O Caminho Ocultista e o Caminho Transfigurístico: João e Jesus  
 
"Nos dias atuais, o inteiro ser humano dialético já não é, de forma estrutural e orgânica, capaz de fazer isso: (pois) ele já não corresponde (mais) ao tipo de entidade prevista no plano de emergência divino. Se o ser humano quiser seguir o caminho de João, o caminho do: "Ele deve crescer, e eu devo diminuir", entáo, em primeiro lugar, o ser nascido desta natureza, a personalidade quádrupla, a forma mortal do ser humano, deverá ser restaurada, de maneira considerável e, por fim, reconstruída. 
 
"Para tanto, ele terá que passar pelo estaleiro, a fim de se transformar em uma "nau da vida", (capaz de navegar) na "senda da direita". 
 
"Apenas entáo, o homem será capaz de impelir a sua nau da vida na senda joanina, em direção ao único objetivo.Expressando-nos segundo a linguagem do Evangelho, é preciso que o ser humano se torne João, para poder chegar a ser Jesus. 
 
"Isso poderá, às vezes, dar a impressão de que nos contradizemos. Portanto, cumpre-nos dirigir a vossa atenção para dois processos essenciais: tornar-se João (primeiro), para ser capaz (depois) de seguir a Jesus, através do Jordão (que começa com o sangue e vai até a consciência). 
 
"Assim, por um lado, dirigimos a vossa atenção para a Sexta Região Cósmica, para o novo campo de vida, para o Mundo da Alma, para (tornar possível) a total neutralização do vosso estado de natureza. Mas, por outro lado, falamo-vos (também) sobre os processos corporais e sobre os órgãos que devem realizar determinados objetivos (durante esse processo, o que é bastante real). 
 
A Neutralização da Natureza e o Restabelecimento da Natureza Original: A Nova Alma 
 
"Por isso, algumas vezes já nos disseram: "De um lado, pregais a neutralização da natureza, mas por outro, (pregais) o desenvolvimento da natureza. Como explicais isso?" 
 
"A resposta está sendo dada neste capítulo. Se uma máquina precisa realizar um objetivo, ela deverá ser capaz de executá-lo, de forma absoluta, e deverá ter sido preparada para isso. O ser humano natural, entretanto, é absolutamente incapaz de realizar o elevado objetivo transfigurístico (que foi proposto). 
 
"Além disso, quando ambos os processos são apresentados e definidos, de forma clara e analisados de maneira filosófica, há sempre o perigo de que o homem, em geral, encontre-se interessado (apenas) no desenvolvimento regenerativo do estado natural, no processo ocultista, e não no processo da auto-rendição, no processo transfigurístico. 
 
"Na melhor das hipóteses, o processo transfigurístico poderá ser relegado a um obscuro plano secundário. Foi o que aconteceu, no passado, com muitas escolas espirituais, que tinham começado bem. Os alunos depois afundaram-se no processo ocultista e esqueceram o processo transfigurístico. Eles estavam interessados em João, mas não o seguiram no deserto, em sua viagem rumo a Jesus. 
 
"Esse perigo está sempre presente, para todas as escolas espirituais. Entretanto, os raios atmosféricos e cósmicos, nos dias atuais, corrigiriam esse erro de imediato, se ele aparecesse (de novo). As irradiações (atmosféricas gnósticas) do novo período assumiram o domínio sobre todas as pessoas, para uma nova gênese da desmaterialização (um novo período histórico de Renascimento Cósmico). 
 
"Portanto, quando um ser humano se agarra ao processo ocultista e comprova não ter o menor interesse pelo processo transfigurístico, para o qual o processo ocultista está exatamente destinado a prepará-lo (previamente), a força cósmica desmaterializadora, do atual Universo magnético, irá arremessá-lo de volta, de maneira muito acelerada, em uma direção negativa, isto é, para a pré-época da raça lemuriana. Esse ser humano, então, de imediato, irá se afastar da Escola 
Espiritual."  
 
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O Ancião é Cristão Rosacruz, o Alfa e o Ômega
 
 
O Perigo da Desmaterialização Presente na Atmosfera Atual    
 
O Capítulo 10 do Livro "Não Há Espaço Vazio", faz um alerta muito sério sobre o perigo da desmaterialização, devido ao campo magnético de Aquarius, que nos aproxima das irradiações da Sexta Região Cósmica, para o campo de passagem do Décimo Terceiro Eão, de modo a tornar possível a realização da Revelação de Salvação, em um processo de auto-realização pela transfiguração. Essa é uma advertência extremamente séria e relevante, que procuraremos mostrar a seguir. 
 
"A humanidade ingressa agora em uma época em que, qualquer pessoa, que tentando livrar-se do alvoroço diário, se proponha a "fazer alguma coisa", sem um objetivo de fato libertador, sofrerá doenças de natureza muito esquizofrênica. 
 
"Acontecerá que, multidões reunidas nas igrejas, de repente, poderão se tornar possessas, quando incitadas por sermões de conversão extáticos, do tipo americano, (que são) extremamente dúbios e barulhentos, mas que também já começaram a ser aplicados em algumas igrejas europeias. Uma força desmaterializadora negativa explodirá então, como uma bomba, e a maioria das pessoas já não será capaz de se recuperar.  
 
"A maior parte das pessoas passará a evitar as igrejas. E elas (as igrejas) serão destruídas por sua própria propaganda, deixando para trás inúmeras vítimas. Acontecerá também que, inúmeras pessoas, que participam de todo o tipo de sessões metafísicas, delas sairão irremediavelmente loucas. 
 
"Um processo geral de envenenamento moral tomará conta de cada pessoa negativa. E, dentro em breve, já não se terá dúvidas sobre um ser humano sequer. As pessoas serão negativas ou positivas, sem que haja um matiz intermediário. Acontecerá que o homem, apenas temporariamente, poderá se sentir seguro na vida dialética cristalizada, sem nenhum idealismo ou lazer cultural. 
 
As Irradiações Renovadoras e Desmaterializadoras 
 
"Poderá suceder (ainda) que, nas salas de concertos, quando famosas orquestras estiverem tocando músicas clássicas, de caráter elevado e idealista, como, por exemplo, a Nona Sinfonia de Beethoven, com as magistrais palavras "todos os homens se tornarão irmãos", (poderá ocorrer que) nas pessoas ali sentadas, a música poderá liberar novos impulsos (magnéticos), que atacarão o sangue (das pessoas). 
 
"Quando essas ondas sonoras jorrarem sobre a audiência, centenas de pessoas, nas salas de concertos, poderão se sentir mal, porque as irradiações do novo período jorrarão sobre elas, mediante as ondas sonoras, às quais essas pessoas se abriram. Todos os órgãos colocados à direita (nas pessoas),de repente se tornarão negativamente receptivos. Com isso, essas pessoas serão dominadas, por completo (por essas irradiações renovadoras e desmaterializadoras), com todas as conseqüências daí resultantes. 
 
"Portanto, ninguém mais poderá se permitir um "passatempo", em que os sentimentos morais mais cultivados sejam influenciados, sob pena de (terem) problemas graves, que em muitos casos, serão irreparáveis. 
 
"Por conseguinte, ninguém será (mais) capaz de fingir ou de permanecer no lado contemplativo. Escrevemos tudo isso para vós, a fim de tornar claro que a Escola Espiritual da Rosacruz Áurea sugere-vos uma mudança (completa) de personalidade, (mas) envolvidos pelos braços seguros da Gnosis (com uma Nova Alma de Deus). 
 
"Nada vos advirá (disso), a não ser a felicidade, a alegria e a elevação, quando seguirdes João até o Jordão e através do Jordão, (avançardes) para encontrar Jesus, o Senhor, no templo-sepulcral de Cristão Rosacruz. Quem tem o Filho de Deus, tem a nova vida. Já não há (outro) caminho de retorno para o filho do homem. 
 
"Podereis apenas tentar vos retirar das massas dialéticas cristalizadas. Muitos começarão a se separar do grupo (gnóstico), que segue em frente, a fim de se elevar (por algum outro meio, como por exemplo) por meio de uma cultura negativa, por meio da religião natural, da música e de outras artes. E até da ciência. Entretanto, sem exceção, eles serão arrastados em (em meio a) uma desmaterialização negativa acelerada. 
 
"Dessa maneira, não haverá um (único) vestígio de solução para ninguém, em qualquer sentido. 
 
"Existe apenas uma solução, no nosso tempo presente: a imitação de Cristo, tornando-se como um homem-João e restaurando o corpo racial da ordem de emergência dialética. 
 
"Para, com a sua ajuda, trilhar a senda da Rosacruz (em busca da Alma Jesus). E foi esta senda que nós tentamos vos explicar (e mostrar), de forma tão precisa quanto foi possível, nos capítulos precedentes deste livro. 
 
"Esperamos e oramos para que não atireis aos ventos este nosso (amoroso) conselho."   
 
Lembramos que o revelador Livro "Não Há Espaço Vazio", de onde foram tiradas estas dramáticas revelações, nasceu de Conferências realizadas no Centro de Conferências de Renova, na Holanda, quando foram pronunciadas pelo Sr. Jan van Rijckenborgh, no ano de 1958,  Portanto, distando apenas 60 anos deste nosso ano de 2018. 
 
Naquela época, essas advertências eram uma profecia sobre eventos que deveriam ocorrer, em uma época muito próxima. Mas agora, essas revelações são eventos que já começaram a acontecer, nos dias em que vivemos. Essas profecias referem-se a evento que já estão ocorrendo muito próximos de todos nós. E não é preciso ir muito longe, pois basta observar os relatos diários dos periódicos jornalísticos, com os seus monumentais escândalos. E, queira Deus, que isso já não esteja ocorrendo também bem perto de nós, bem ao nosso lado.   
 
Os Livros de Gustav Meyrink: Um Santo Legado 
 
Os três livros de Gustav Meyrink que foram mencionados, são os seguintes:
 
 -  O Golem, 
 -  O Dominicano Branco e 
 -  O Anjo da Janela do Ocidente. 
 
Pode-se dizer que eles tratam de etapas diferentes do caminho da libertação, do caminho em auto-realização do ser humano, o processo gnóstico da Revelação de Salvação, com uma abordagem feita de modo progressivo e sustentável. Muito embora os relatos dos livros apontados sempre repensem e mostrem as etapas anteriores, no que se refere aos livros seguintes ao "O Golem", como se fosse um retrospecto de preparação para a etapa seguinte, que são mostradas nos outros livros. 
 
Eles constituem-se em algo muito similar e em maravilhosa correspondência, com o que for mostrado por Dante Allighieri em sua admirável Comédia, a Divina Comédia, com as três partes sucessivas e complementares do seu livro, que são: 
 
 -  O Inferno (que corresponde a "O Golem"), 
 -  O Purgatório ou a Montanha da Purificação (que corresponde a "O Dominicano Branco"), e 
 -  O Paraíso (que corresponde a "O Anjo da Janela do Ocidente") .  
 
Vemos, assim, que o trabalho da Figueira Viva funciona em plena harmonia e em total sintonia, a qualquer tempo, pois os seus ramos são alimentados pela seiva do Espírito da Árvore da Vida, que tudo harmoniza e sustenta, com muita sublimidade. 
 
As Irradiações de Aquarius 
 
Finalmente, precisamos enfatizar que devemos estar atentos, porque as irradiações de Aquarius estão em plena atividade, levando a nossa terra-terrena e a sua contraparte terra-céu em direção a um novo espaço, para buscar a aproximação com o quadrante renovador de Aquarius, que esta em plena sintonia com o Décimo Terceiro Eão, de modo a remover obstáculos e dificuldades, particularmente aqueles de natureza astral, que afetam e prejudicam o ser aural dos microcosmos. 
 
Para, com isso, tornar possível, no agora, a realização do Caminho de Libertação para todos os buscadores da humanidade, aqueles seres humanos sensíveis e devotos que almejam desesperadamente pela manifestação da Luz das Luzes, pela Rosa das Rosas, em seu próprio ser. 
 
Entretanto, isso também significa que a vida, como era e ainda é conhecida, com os seus velhos conceitos e valores, não mais será possível, pois a atmosfera do mundo esta mudando com grande velocidade e sem qualquer chance de retorno ao antigo sistema. 
 
Pois a atmosfera esta incorporando as irradiações gnósticas renovadoras e desmaterializadoras de Aquarius, para que todos possam adentrar em um Caminho de Evolução direto, rumando para o Mundo de Deus, com grande rapidez e sem qualquer chance de volta para a vida que foi conhecida e vivida no passado. 
 
A Renovação Astral e Atmosférica 
 
Assim, todos nós precisamos passar por uma grande renovação astral e atmosférica pessoal, para nos colocar em nítida harmonia com a renovação que vem sendo feita na atmosfera do planeta em que vivemos. 
 
E isso é algo que vem sendo feito em nosso próprio e direto benefício. Portanto, não se trata de um procedimento opcional, mas de algo de vital importância que já esta acontecendo para todos. E a isso precisamos reagir e atender positivamente, o mais breve possível, pois aquilo que já esta sendo feito, atende ao nosso próprio interesse imediato de vida
 
Saibamos ainda que, tudo o que vem sendo pedido ao ser humano para fazer, ele é capaz de aceitar e fazer, sem grande resistência, desde que ele também aceite essas mudanças a partir do seu coração e coloque o coração a Serviço do seu Deus interior, o Cristo que é o seu par e que está com ele desde o seu nascimento. 
 
Para atender esse momento atual, o ser humano apenas terá que abandonar aquilo que já está condenado a desaparecer, que é o seu egoísta ser-eu, sempre envolto e dirigido a desejos e volúpias mundanas e temporais, além de se voltar e buscar ambições desmedidas e cruéis, que não respeitam a vida de ninguém e nem a vida de outras espécies. 
 
O Retorno para a Unidade 
 
O Caminho de ajuste e de retorno proposto pela Fraternidade da Vida, deverá então ser trilhado, com simplicidade e inocência, partindo das profundezas do próprio coração, onde o Ancião dormita com a semente da Rosa da vida original (a pura Alma). Para assim poder se dirigir para o Alto, em busca do Criador e Pai. 
 
Dirigindo-se então diretamente para o coração do Criador de tudo. E, desse modo, com ele se fundir e se dissolver, sendo assim totalmente incorporado pelo Criador, para se tornar novamente parte da Unidade do todo universal. 
 
Com isso, ele poderá novamente dizer: "Eu e o Pai somos Um."  Restabelecendo, assim, a Trindade do Homem Primordial: o Alfa e o Ômega do Apocalipse. 
 
É como nos recomendamos, com sublime e delicado amor, ao nosso Senhor e Salvador, Cristo Jesus, a Alma-Espírito que espera o momento oportuno para nos envolver completamente e nos levar para o Lar de Deus, o Lar da origem do nosso microcosmo, o Lar do nosso Ancião e o nosso par eterno. 
 
Com grata alegria, do irmão e amigo de sempre, 
 
Antônio Carlos Monteiro/Brasília-DF

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