TEMPO BRASILEIRO. Rio de Janeiro. 2002.

Lucia Aragão na Apresentaçào do Livro diz:

"Contudo. o mais importante resta ainda a ser mencionado. E diz respeito à repercurssão de uma frase que ouvi recentemente do professor Eduardo Portela, (quando recebeu o título de Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro), que me causou um impacto imediato e me impeliu seu ponto  final, dando início uma longa jornada de associaçãode idéias, que só a partilha de uma linguagem comum possibilita. Dizia""a linguagem e a literatura são o endereço da liberdade". A correlação imediata e mais evidente que estabeleci entre estas palavras e outras formulações filosóficas foi com o pensamento de Heidegger mas, em sequênci, me transpotei a o de Wittgenstein e de Harbermas, tamanha a sincronia desta afirmação com o pensamento contemporâneo. A associação daquela frase com a filosofia heideggeriana encontra o seu lugar adequado em sua fase tardia, com sua concepção de que é na liguagem poética e criadora que se pode transcender a própria angústia gerada pela trivialidade da exist6encia e "habitar"o ser, não permitindo que cai no esquecimento, e tendo, assim, a experi6encia de uma vida autêntica"