SANTAELLA, Lucia. A ecologia pluralista da comunicação – conectividade, mobilidade, ubiquidade. São Paulo: Paulus, 2010.


v3Santella-Ecologia pluralista da "Tudo indica que o destino da inteligência é crescer e se espalhar pelo mundo circundante. É para essa direção que caminha as inovações atuais. A comunicação móvel está sendo apenas o primeiro sinal de um movimento progressivo do computador para além do desktop, rumo a novos contextos físicos sociais.  As interações tangíveis  e encarnadas interligarão de modo cada vez mais ítimo os mundos físico e digital, por meio da inteligência computacional emutida nos objetos cotidianos e nos ambientes. Também conhecida como computação pervasiva ou ubíqua, a inteligência ambiente visa embutir recursos computacionais no mundo ao nosso redor, promovendo a comunicação heterológica (dialógo de seres ontologicamente distintos) entre humanos, objetos e agentes artificiais." (Contra-capa).


"Com estabelecimento midiático da cultura de massa no Primeiro Mundo em 1918 (radiofusão) e depois de 1945 (televisão), e mais ainda pela atual revolução da Internet, a coexistencia humana nas sociedades atuais foi retomado a partir de bases que são decididamente pós-literárias, pós-epistolares e, por consequência, pós-humanistas. Isto não significa que o mundo dos livros tenha chegado ao seu fim, mas passou a ser uma subcultura sui generis e os dias de sua supervalorização como portadora  dos espírito nacionais estão findos." (p. 31).

"do meu ponto de vista, a cibercultura é uma formação cultural com especificidade que são próprias do potencial informacional das conquistas computacionais e que convive de maneira cada vez mais híbrida com outras informações culturais precedentes, remanescentes e ainda vivas: a oralidade, a cultura escrita, a impressa, a massiva e a cultura das mídias." (p. 39).

"Não tardou para outro limiar bastante revolucionário começasse a se delinear no horizonte humano com advento dos meios digitais que Lévy (1993) batizou de tecnologias da inteligências. O ser humano foi criando máquinas que imitam  suas próprrias funções, mas esse processo de reprodução maquínica do corpo chegou a um ponto em que é o cérebro que está sendo reproduzido parte por parte em computadores. Uma vez que essas máquinas são capazes de transformar em implusos eletrônicos e processar, armazenar e distribuir todas as formas de escritas, sons, vozes e vídeos, e uma vez que esses dados híbridos  são transportáveis pelas redes a terminais de memórias informatizadas, essas máquinas estào realizando para ser humano tarefas de de arquivamento, recuperação e processamento de dados que o cérebro individuais, biblio, vídeo e sonoteca não tem o poder de realizar. De fato, o crescimento do cérebro da espécie humana, nos signos que esse crecimento extrojetou, necessita hoje de hipercérebro processadores, nos bancos de dados e seus infindáveis fluxos à disposição nas redes."(p. 62)    

Antes de tudo, é preciso reconhecer que a convergência da globalização e da revolução tecnológica configura novos ecossistemas de linguagem e escritas. A cada avanço que se opera no mundo da linguagem , passam habitar em novas ecologias  comunicacionais e culturais que apresentam uma semiodiversidade cada vez maior. As estruturas digitais híbridas de textos, imagens, áudios, vídeos e programações  tem possibilitado a criação de uma lógica nunca antes explorada, uma lógica caracterísitica da hipermídia  que é propria das redes nas quais os meios de produção, de armazenamento, de distribuição e de recepção se fundem em todo complexo. Neste, borram-se as tradicionais bordas comunicacionais entre produção, de uma lado, e recepção, de outro. Não são poucas as consequências culturais  e cognitivas que isso traz  para os modos de produzir informação, conhecimento, ciência, arte e entretenimento, trazendo para o foro dos debates questões candentes que presisam ser exploradas, livres de preconceitos e saudosismo. (p.63)     

 

"Esta ai um dos mais claros sinais da profundidade das mutações que atravessamos: a reintegração científica e cultural do sensível, das imagens e dos sons, até há pouco considerados  como dimensão  separada e desvalorizada, relegada pela racionalidade dominante do Ocidente ao âmbito das emoções e das expressões próprias das artes. "Ao trabalhar interativamente com sons, imagens e textos escritos, o hipertextos hibridiza a desnsidade símbólica com a abstração numérica, fazendo as duas partes do cérebro, até agora opostas, reencontrarem-se." (idem, p. 73). O que se intercambiam nesse reencontro são ciência e arte. Pensar sobre esses intercâmbios promete ser bom caminho  para evitarmos os maniqueísmo e para  comesarmos a pensar,  por paradox que pareça, amnésia e o boom da memória como realiadades coexistentes, não excludentes, onipresentes. (p. 65).

Conclusão, nem a cibercultura é tudo, nem o ciberespaço morreu. Essas visões extremadas de tudo  ou nada sào frutos de tendências maniqueistas que abundam nas considerações sobre as mídias e que se fixam em áreas restritas de realidades, deixando de enxergar o crecimento de de sua complexidade. Á luz turvas dessas tendências, se as mídias móveis estão em ascendência, o ciberespaço só pode ter morrido, quando, ao contrário, sem o ciberespaço, um telefone celular seria apenas um telefone. O que a mobilidade está trazendo é incremento cada vez maior de possibilidades que era dos PCs já trazia em seu bojo. Ciberespaços não é PC. Tanto isso deve ser verdade que novas frentes não cessam de avançar tanto no ciberespaço em ci, quanto nas suas intricadas misturas com a fisicalidade dos corpos, dos espaços e dos lugares, possibilitados pelas mídias móveis. (p. 71).

As pessoas não precisarão mais refinar os termos da pesquisa . A Web-3 poderá fazer isto sozinha, ou seja, o motor de busca estreitará a pesquisa até o ponto de oferecer ao usuário ele realmente quer. São motores de busca que não se limitam a recolher e e apresentar os dados que andam dispersos pela Internet, mas antes são capazes de processar essa informação, filtrando e interpenetrando os resultados para produzir respostas concretas. Isso nos afastará das pesquisa por palavras-chaves, pois a Internet ser o undo dos documentos  para ser um mundo de dados que descrevem dados. extraídos da Web, os dados serão apresentados de modo estruturados. Além disso, as páginas ser lidas não só por pessoas, mas também por maquinas. Outro especto da Web-3 é o uso de gráficos animados, áudios e vídeos de alta definição, 3D, e muito mais, tudo isto dentro do browser. Em sintese: grande parte dos websites tornar-se webservice. (p.72).     

Convergência & Hibridismo

“Dizem os visionários que a convergência das tecnologias  “será tão intensa que o usuário poderá dispor de qualquer serviço, a qualquer momento, em qualquer lugar, sobre qualquer rede, utilizando qualquer aparelho ou dispositivo” (p. 79).


"Mídias, que antes existiam em suportes físicos separados - papel para o texto e  a imagem impressa, película química para a fotografia e o filme, fita magnética para o som e o vídeo -, que dependiam de maios de transporte distintos - fio de telefone, onda de rádio, satélite de televisão, cabo -, passaram combinar-se em um mesmo todo digital, produzindo  a convergência de vários campos midiáticos tradicionais. Foram assim fundidos as quatros formas principais da comunicação humana: o documento escrito (imprensa, magazine, livros); o audiovisual (televisào, vídeo e cinema); as telecomunicações (telefone, satélites, cabo); e a informática (computadores e programas informáticos). A este processo cabe com justeza a expressào "convergência de mídias" que está na base do hibridismo midiático"  (p. 86).

 

“Do mesmo modo,  desde a revolução industrial que, no mundo da linguagem, fez emergir o jornal, seguido do cinema, do rádio e da televisão, a tendência das mídias tem sido a crescente hibridização de linguagens, numa direção que a revolução digital está cada vez mais explorando no limite de suas possibilidades. Prova recente disso encontra-se na mistura inextricável entre o físico e o virtual que os dispositivos móveis permitem. Prova da expansão futura está na perspectiva da convergência total, como foi mencionada no capítulo 3.”(p. 95)

 "Lemos (2008b, p. 98) apresenta três tipos ideais mobilidades que nos ajudam a compreender cada uma e a relação entre elas: a mobilidade física/espacial (locomoção, transporte), a mobilidade cognitiva/imaginária (pensamentos, religião, sonhos) e a mobilidade virtual/informacional. Entendo as mídias, tanto as massivas quanto as pós-massivas (da invenção do alfabeto até a Internet), como artefatos de mobilidade informacionais no espaço e no tempo, o autor afirma que a compressão do espaço-tempo aumenta na mesma  medida em que a mobilidade física, imaginária e virtuais também crescem e se conjugam.  Da relação entre a mobilidade física e a virtual, podem ser extraída três tipos possíveis de relações: de substituição, uma pode estar presente na ausência da outra; de complementaridade, ambas estão presentes, cada uma desempenhando suas funções de acordo com sue potencial; e de adição, quando ambas se juntam criando composições híbridas de mobilidade." (p. 111).     

"Emfim, uma confraternização verboaudiovisual de tal ordem  no mundo das linguagens que, durante algum tempo, fez retroceder para um segundo plano a tão falada hegemonia da imagem na vida moderna contemporânea." (p. 188).

www.youtube.com/watch?v=1S92Ed8wl8

http://www.youtube.com/watch?v=XhRgfLuZXNY

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