Livro: MODERNIDADE LÍQUIDA, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2001.

"Seria imprudente negar, ou mesmo substimar, a profunda mudança que o advento da "modernidade fluída" produziu na condição humana."Partindo desse princípio, o sociologo Zygmunt, um dos mais originais pensadores da atualidade, examina aqui como se deu a passagem da modernidade "pesada" e "solida"para uma modernidade "leve" e "líquida", infinitamente mais distante.

Essa transição afetou os mais variados aspectos de nossa vida. E a função da sociologia, segundo Bauman, é despertar a autoconsciência, a compreensão e responsabilidade individuais, a fim de promovoer a autonomia e a liberdade. Em outras palavras, explicitar os termos dessa nova modernidade, permitindo-nos entender como o mundo funciona, para que possamos operar."

Prefácio: Ser Leve e Líquido

"O poder pode se mover com a velocidade do sinal eletrônico - e assim o tempo requerido para o movimento de seus ingridientes esseciais se reduziui à instantaneidade. Em termos práticos, o poder se tornou verdadeiramente extraterritorial, não mais limitado, nem mesmo desacelerado, pela resistência do espaço (o advento do telefoine celular serve bem como "golpe de misericórdia" simbólica na dependência ewm relação ao espaço: o próprio acesso a um ponto telef^0nico não é mais necessário para que uma ordem seja dada e cumprida." (p.18) 

"Mas no futuro anunciado pelos celulares, as tomadas serào provávelmente declaradas obsoletas e de mau gosto, e passarão a ser fornecida em quantidade cada vez menores e com quanlidade cada vez mais duvidosa" (pág. 22) 

Capítulo 1. Emancipação

"Sentir-se livre das limitações, livre para agir conforme os desejos, significa atingir o equilíbrio entre entre os desejos, a imaginação e a capacidade de agir: sentimo-nos livres na medida em que a imaginação não vai mais longe que nossos desejos e que nem um e nem outro ultrapassam a nossa capacidade de agir."(pág. 24)

Capítulo 2. Individualidade

"O fato de o futuro trazer menos liberdade, mais controle, vigilância e opressão não estava em discussão. Orwell e Huxley não discordavam quanto ao destino do mundo; eles apenas viam de modo diferente o caminho que nos levaria até lá se continuássemos suficientemente ignorantes, obtusos, plácidos ou indolentes para permitir que as coisas seguissem sua rota natural.

Em carta de 1769 a Sir Horace Mann, Walpole escrevia que "o mundo é uma comédia paa os que pensam, euma tragédia para os que sentem." Mais os sentidos de  "cômico" e "trágico"mudam ao longo do tempo, e quando Orwell e Huley esboçaram os contornos do trágico futuro, ambos sentiram que a tragédia do mundo era o seu ostensivo e incontrolável progresso rumo a separação entre cada vez mais poderosos e remotosa controladores e o resto, cada vez mais destituídos de poder e controlados." (pág. 65).

"Pare de dizer; mostre-me!

O capitalismo pesado, no estilo fordista, era o mundo dos que ditavam as leis, dos projetistas de rotinas e dos supervisores; o mundo de homens e mulheres dirigidos por outros, buscando fins determinados por outros, do modo determinado por outros. Por essa razão era também o mundo das autoridades: de lideres que sabiam e de professores que ensinavam a proceder melhor.

O capitalismo leve, amigável com o consumidor, não abolui as autoridades que ditam leis, nem as tornou dispensáveis. Apenas deu lugar e permitiu que coexistissem autoridades em um número tão grande que nenhuma poderia se manter por muito tempo e menos anda atingir a posição de exclusividade. Ao contrário do erro, a verdade é só uma, e pode ser reconhecida como verdade (isto é, com o direito de declarar erradas todas as alternativas a ela mesma) justamente por ser única. Parando para pensar, "numerosas  autoridades"é uma contradição em termos. Quando as autoridades são muitas, tendem a cancelar-se mutuamente, e a única autoridade efetiva na área é a que pode escolher entre elas. É por cortesia de quem escolhe  que a autoridade se torna autoridade. As autoridades não mais ordenam; elas se tornam agradáveis a que escolhe; tentam e seduzem." (pág. 75) 

Capítulo 3. Tempo/Espaço

Capítulo 4. Trabalho

Capítulo 5. Comunidade

Pósfácio: Escrever; Escrever Sociologia

http://www.youtube.com/watch?v=OcPD1pLdkoQ&;feature=related

Comentários:

O professor Luiz Felipe nos mostra que a pós-modernidade é antes de tudo um tipo de consciência diante dos fracassos da utopia moderna e por isso somente ela pode estabelecer o diagnóstico de nossa época.

http://www.youtube.com/watch?v=58MMs5j3TjA&;feature=related