Livro: JAMAIS FOMOS MODERNOS

Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo:  Editora 34, 2008.

"Frente à perplexidade que nos cerca, os pensadores geralmente adotam uma dente três posições: os modernos, que continuam a acreditar nas promessas jamais cumpridas da modernidade; os antimodernos, que se fecham em uma postura reacionária de recusa à modernidade e pregam, basicamente, um retorno ao passado; e os pós-modernos, expressão vaga que designa os céticos, aqules que, recusando as duas opções anteriores, ficam suspensos  entre a dúvida e a crença na modernidade, enquanto esperam o fim do milénio."

 

1. Crise

"Se a leitura do jornal diário é a reza do homem moderno, quão estranho é o homem que hoje reza lendo estes assuntos confusos. Toda a cultura e toda a natureza são diariamente reviradas ai." (pág.8)

2. Constituição

3. Revolução

4. Relativismo

6. Redistribuição

           "Poluição dos rios, embirões congelados, vírus da AIDS, buraco de ozônico, robôs munidos sensores: estes öbjetos"estranhos que invadem nosso mundo pertencem à natureza ou à cultura? De que forma podemos compreendê-los? Até aqui, as coisas eram simples: a gestão da natureza cabia aos cientistas, e a gestão da sociedade aos políticos. Mas esta divisão de tarefas tradicional tem se tornado cada vez mais incapaz de dar conta da poliferação dos "hibridos." O que explica o sentimento de pavor que estes nos causam, sentimentos que os filosofos contemporâneios - quer sejam antimodernos, pós-modernos ou éticos - são incapazes de atenuar.  

         E se tivermos errado o caminho? Na verdade, nosa sociedade "moderna"nunca funcionou de acordo  com a grande divisão que funda seus sistemas  de representação do mundo: a separação radical entre natureza, de um lado, e a cultura, de outro. Na prática, os modernos não pararam de criar objetos híbridos, que pertecem à natureza e à cultura ao mesmo tempo, e que eles se recusam a pensar.

         Nós, portanto, jamis fomos realmente modernos, e é este paradigma fundador que devemos questionar hoje para que possamos compreender nosso mundo. Esta é a hipótese radical deste ensaio, que mobiliza a sociológia das ciêencias, a filosofia e a história das ideias."

"Frente à preplexidade que nos cerca, os pensadores geralmente adotam uma dentre três posições: os modernos, que continuam a acreditar nas promessas jamais compridas da modernidade; os antimodernos, que se fecham em postura reaeriores, recionárias de recusa à modernidade e pregam, basicamente, um retorno ao passado; e os pós-modernos, expressão vaga que designa os céticos, aqueles que, recusando as duas opções anteriores, ficam suspensos entre a dúvida e a crença na modernidade, enqunato o esperam o fim do milênio."