ESCOLA DO FUTURO - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. SENAC. 2010.

MEDEIROS NETO, Benedito. RECENSÃO do LIVRO: Atores em Rede – olhares luso- brasileiros. Revista DatagramaZero. 2011. Publicado em ago/11 => Disponível em:http://www.datagramazero.org.br/ago11/F_I_com.htm


No capítulo LITERACIAS EMERGENTES NAS REDES SOCIAIS; ESTADO DA ARTE E PESQUISA QUALITATIVA NO OBSERVATÓRIO DA CULTURA DIGITAL, de Brasilina Passarelli (p. 74), destaca-se estudos teóricos e etinográfios das redes, como explicitamos a seguir.

Diversos autores, em diferentes áreas do conhecimento, têm se dedicado a descrever, caracterizar e estudar diferentes literacias (tradução literal do inglês literacy) gerados no contexto sociedade em rede. O professor Eshet-Alkalai, do Departamento de Educação de Integração de Tecnologia e Educação de Israel, criou um modelo de literacia digital que inclui as habilidades emocionais, sociológicas, motoras e cognitivas necessárias para comunicação em ambientes digitais. O autor classifica as literacias em cinco grupos que cobrem as principais habilidades cognitivas e não cognitivas necessárias para se desenvolver em ambiente digital:

Literacia fotovisual – capacidade de decotificar interfaces visuais;

Literacia do pensamento hipermídia – habilidades de interagir com as estruturas não lineares e hipermidiáticas que caracterizam o ambiente on-line;

Literacia da reprodução – necessidade de reproduzir estruturas;

Literacia socioemocional – habilidades de compartilhamento de informação e emoções em rede;

Literacia da informação – engloba tanto o conhecimento dos recursos informacionais e a habilidade de identificá-los, localizá-los, avaliá-los, organizá-los, quanto o poder de recriá-los para resolver problemas, numa definição que atende aos princípios da Declaração de Praga. (23)