Zelia Leal Adghirni. Textos reunidos e apresentados por: Fábio Henrique Pereira & Francilaine Munhoz de Moraes.      Florianópolis: Insular, 2017.

" A consolidação do campo acadêmico do jornalismo aconteceu em novembro de 2003, com a criação da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (atualmente Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo - SBPJor), que reuniu uma centena de pesquisadores na Universidade de Brasília."

"Jornalismo na Internet - Uma década de mutações

Por mais que os pesquisadores nas ciências das comunicações e da informaçãotenham tentado esboçar perspectivas e estratégias para o futuro do profissional do jornalismo na Internet, é praticamente impossível estabelecer, no momento presente, um diagnóstico confiável sobre a questão. Entre as alternativas colocadas para o futuro do jornalismo digital, assisitimos ao delineamento de dois perfis distintamentes opostos: de um lado, o jornalismo banal do "copia-cola", estabelecido na última década, e sobre tudo a partir do ano 2000, e, outro, o jornalismo revelado nos Blogs" ( pg. 67).

" A adoção das tecnologias dde Informação e Comunicação (TICs), com um sentido operacional voltado para o mercado, bem como a visão comercial do jornal como usina de de informação, causaram uma transformação no jornalismo brasileiro de grandes proporções"(pg. 83).

traz uma compilação das transcrições das últimas conferências de Vilém Flusser na Universidade do Ruhr em Bochum.  As Conferências de Bochum- 1991/Alemanha. Nelas, o visionário teórico de mídia pretendia repensar a critica da cultura em relação às novas tecnologias que surgiram naqueles período. como a Internet, e, com isso, abordar uma nova versão de sua teoria da comunicação humana. Contudo, ele não pode ira além das suas preleções: Flusser faleceu em um acidente automobilístico alguns meses depois,

a caminho de sua t

FOCO: A Teoria da comunicação humana. Critica da cultura. Teoria sobre as mídias. Conferência inaugural. Motivo: Oferecer aos ouvintes, da melhor maneira possível, uma visão geral da problemática da comunicação humano para eles possam, por iniciativa própria, escolher subáreas para seu próprio estudo e seu próprio trabalho. "Quero lhe dizer resumidamente por que estou tão empenhado em colaborar na superação dessa separação perniciosa entre ciências da natureza e humanities" (p.30).

Ciências do espírito e da natureza. "Vocês sabem que cerca de 450 anos surgiu a forte suspeita que a natureza é indescritível, mas contável: que portanto, textos não são um bom código quando se trata de formular saber, sendo preciso formular os conhecimentos de forma matemática."(Flusser em Comunicologia, 2015, p. 30).

 Conferência inaugural: palestra diante do conselho fundação.  "Talvez possamos chegar a uma nova imagem de ser humano na área da pesquisa da comunicação humana. Se conseguirmos isso, teremos superado a separação entre áreas do conhecimento exatas e maleáveis." ( p. 33).  "Somos a primeira ou a segunda geração que começa a pressentir uma teoria da criatividade. Talvez sejamos os primeiros que manipulamos informações não mais empiricamente, mas baseados em teorias exatas. Consequentemente, estamos diante de uma explosão de criatividade" (Flusser em Comunicologia, 2015, p.36). CAIO

1. Da arte comunicológica do definir. "O valor da informação cresce junto de sua tendência ser mais improvável: quanto mais fictícia, tanto mais informativa. Portanto, há uma diferença de grau entre ficção e  conhecimento aquilo que antigamente, digamos assim, chamava-se realidade. Consequentemente, a ciência é um tipo ficção. E ficção transmite saber. A separação entre ciência e arte está sendo superada pela informática. Temos que nos despedir daquela separação ingênua entre o verdadeiro e falso, como já disse Wittgenstein" (p.64). LUCAS.

"Quando existem dúvidas sobre quem é o emissor e quem é o receptor , quando talvez não tenha o menor sentido fazer distinção, então estou em sistemas conectado em rede. Em algum lugar inacessível a vocês, as notícias, que chegam na forma de imagens, palavras e números, são codificadas em imagens. E essas imagens são irradiadas. Há máquinas para receber imagens"(p. 71). LUCAS.

2. De espaços e ordens. "A língua fica completamente incompreensível. A língua é uma forma de comunicação no espaço vital, enquanto a matemática é uma forma de comunicação que vai além - isso como contribuição para decadência do alfabeto"(p. 96). LETÍCIA.

3. Abstrações e seus feedbacks. "A história da cultura começa com armazenamento de informações adquiridas em partes do mundo da vida que são transformada em objetos para essa finalidade. Por meio do armazenamento de informações em objetos, os seres humanos tornam-se sujeitos de objetos. Ate então eles insistiam no mundo da vida"(p. 121). PAULA

"Imaginar/obstruir.  Como sujeitos, estamos em meio a mundo objetivo. Por toda parte ao nosso redor há problemas. Estamos condicionados de todos os lados e tentamos solucionar os problemas manipulando objetos. A  técnica é método para atingir a liberdade. Tudo mais que se diz sobre a liberdade é besteira" (p. 122). PEDRO

"A finalidade do mundo objetivo é me ajudar a voltar ao mundo da vida. Mas o mundo objetivo tem uma dialética interna. Justamente porque ela está aí, ele me obstrui o caminho para mundo da vida, que ele na verdade teria de abrir. Quanto mais objetos eu faço para dominar o mundo da vida , tanto mais distancio da vida, aproximando-me da morte" (p. 126).

4. De ciência e artes, da política e da técnica.  "Não sabemos do que a ciência fala e tentamos conceber suas equações em letras. Traduzimos o discurso científico em um literário. Disso decorrem falsificação, pois as equações que são formuladas na ciênciasão equações justamente porque não podem ser expressa em palavras."(p. 171).

"A mascara artisita de software não está há muito tempo à disposição. Talvez haja diversos níveis de criatividade. Talvez, ser escritor venha a ser diferente de ser especialista de software, e então talvez se invente o escritor. Neste aspecto, temos preconceitos com od quais seria bom romper" (p.191). PEDRO GABRIEL

 5. Da morte das imagens e do fim da História

"Se alguém escreve tentando escrever o melhor alemão possível, esse alguém é um cretino, pois o sentido do jogo de linguaguem está em ampliar a competência do idioma. O sentido deste jogo é enriquecer e multiplicar competência. O sentido deste jogo é enriquecer e multiplicar competência "(p. 261). NAIARA

“Resumindo, a língua se simplificou ao máximo. Funcionalmente, ela tem uma complexidade incomparável. O ingles é, ao mesmo tempo, o melhor instrument para poesia, para filosofia, para business, para diplomacia – e não apenas devido à quantidade de falantes” (p. 265). ANA RITA

"A pobreza estrutural do inglês pode ser remontada ao fato de que a estrutura muitíssimo complexa do britânico entrou em conflito com estrutura muitíssimo complexa do latim e desmoronou"(p. 266). MATEUS

“Criatividade e competência,  depois de falar sobre aquela comunicação que torna supérfluo ir ao espaço public para adquirir informações, pois as informações são fornecidas em casa, o espaço privado também deixa de ser privado”(p.268). GABRIELA

6. Do acaso e da liberdade de lutar contra ele

“Cair. Tentarei juntar os fios da meada sob signo de uma antropologia, para desenhar pelo menos os contornos impprecisos de uma imagem humana. Vou começar por uma tradição filosofica que começa com democrito, passa por Epicuro e vai até Lucrécio (p.277). GUILHERME

 "Provavelmente, permanecerá inantingívela meta de oferecer o esboço aproximado de uma antropologia. Tentei introduzir o conceito de liberdade, porque todo o pensamento só tem uma meta: contribuir para liberdade. Nisso eu fracassei, mais ou menos."(p. 304). RODRIGO

7. Do ócio. "Gostaria de reunir ambas as correntes do ócio: de um lado, o ócio degradado, decadente, daqueles que não sabem o que fazer consigo mesmo, ou seja, os turistas e os telespectadores; e de outro lado, as pessoas que parecem viver para a escola e estão completamente perdidas dentro dela, porque as velhas categorias não funcionam mais" (p. 316/317). LUISA

“Agora vocês veem mais ou menos a situação da escolar. Fica cada vez mais claro que o trabalho não é a fonte dos valores, mas a informação. Fica cada vez mais evidente que quem cria informações cria valores, e que espalhar-informações-pelo-mundo é um giesto índigmno do ser humano.” (p. 317). VITOR

"Não quero me aprofundar mais nesses perigos, mas gostaria de mostrar a urgência. Já que 75% da humanidade atual funciona, em vez de viver, já que 75% do mundo chamdo  desenvolvido faz carreira em vez de adquirir informações, ele funciona. Em vez de ir à escola, é extremamente urgente instaurar a sociedade telemática para devolver a dignidade humana a esses pseudo-seres humanos, caso contrário eles ainda sejam capazes disso (p. 320/321). SCARLETT

Continuar a pensar comunicologia  - Posfácio de Siva Wagnermaier.  "Porem, seu sucesso fulminante juntos aos estudantes é indubitável, Flusser se torna membro do Instituto Brasileiro de Filosofia, em 1962; em 1963, docente na Universidade de São Paulo (USP). Em 1964, torna-se professor de teoria da comunicação na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap); no ano seguinte , dá aulas no Insituto Tecnológico da Aeronática em São Jose dos Campos. Em 167 torna-se professor de filosofia da comunicação na USP." (p. 332)LUI

Flusser: escrever para publicar. Escrever para o Brasil

"Em tais momento você está consciente de que as palavras não são adequda para codificar pensamentos [...] palavras não bastam, e não só porque algoritmos funcionam melhor do que frases. Palavras não bastam porque nós temos de pensar, de cada vez mais nítido, em imagens técnicas como clipes, vídeoos e omagens nemericamente sintéticas". (p.362). MURILLO

Escrever para Alemanha. Primeiro livros publicados na Alemanha. Um sucesso tradio na Alemanha

2. O projeto de Flusser para visualização:   Publicar no imaterial: Escrever para filmagem/videografar



Clovis de Barros Filho & Leandro Karna. Campineas, SP: Papirus 7 Mares, 2016. ISBN 978-85-61773-89-2.

"A praia do Nordeste é perfeita não porque aquele instante possa ser permanente, mas porque ele é fugaz. Assim como a flor de verdade é superior à flor de plástico, ainda que esta possa ser mais firme, mais duradoura e até, numa foto, se mostrar mais bonita que a flor dita verdadeira." (pg. 33).

"A sociedade não nos deixa descarrilhar na hora de falar  sobre nós mesmos. E se porventura eu disser que me acho, ou mais do que isso, que sou o melhor professor do mundo, a punição social será imediata. Talvez eu nem me atreva a pensar dessa forma, porque a galhofa será imediata. E se, por acaso, expuser isso na internet , então o massacre será imediato"(pg. 51). 

"E depois de todo este debate, caro leitor, estimada leitora, você se sentiu mais feliz? A pergunta é complexa. É frase comum que a ignorância é uma benção, no sentido que produz pouca consciência dos problemas. Mas há que se ressaltar  sempre: a pessoa que não toma consciência de problemas também não está inteirada das soluções e da felicidade. Assim, ignorância pode evitar a felicidade, mas não garante felicidade. No máximo, o ignorante é o ser "morno", aquele que os religiosos chamavam de de tíbio, almas que na mitologia de Dante na Divina comédia, não entram no céu nem no inferno. Tíbios estão fora do furor do demônio e longe do amor de Deus. São os exilados dos dois reinos " (pg. 80).  

 

Uma conversa sem rodeios entre um historiador ateu e um padre católico / Fábio de Melo, Leandro Karnal. 1. ed. São Paulo: Planeta, 2017. ISBN 978-85-422-1131-3

Os dois autores brasileiro se inspiram no livro "Em que creem os que não creem?", feito a partir de cartas trocadas entre o escritor italiano Umberto Eco e cardela de Roma Carlo Maria Martini.

" Autoconhecimento e vida mísitica são a mesma coisa. Dê o nome que quiser. Espiritualidade, religiosidade, tudo aponta para vida interior que nos coloca  em contato com Deus que nos habita, e com o ser que somos. " (Página 127).

 

 

Aline Dresch; Daniel Pacheco Lacerda; José Antonio Valle Antunes Júnior. Porto Alegre: Bookman, 2015.

A metodologia design science foi  proposta por Herbert Simon para apoiar o desenvolvimento de pesquisas voltadas à prestações de soluções e a projetos de  artefatos. Ela teve um crescimento errático e disperso em áreas como gestão, sistemas de informação (computação e informática) e engenharias.

Por isso este livro, que veio para promover um avanço na matéria, consolidando o conhecimento existente sobre design science e propondo um novo método de pesquisa para auxiliar a solução de problemas nas áreas de negócios, ciência e tecnologia.

Espera-se das pesquisa científica, que além de explorar, descrever explicar certos probelmas ou fenômenos, principalmente, as pesquisas nas áreas das Ciências da Comunicação, Informação e Computação - C(CIC) possam se cupar também do estudo dos projetos e da criação de artifetatos (DERSCH; LACERDA; ANTUNES, 2015).

Quando o desejado seria a integração entre diversas disciplina e campo de estudo, e aqui foca-se bas C(CIC),  que proporciona uma visão mais ampla do problema a ser estudado, aumentando, assim, a possibilidade de a pesquisa se tornar mais relevante e para os profissionais e para a sociedade (DERSCH; LACERDA; ANTUNES, 2015).

Com a possibilidade de integração das C(CIC), por exemplo, e não apenas uma aplicação de uma delas, Gibbons et al. (1994) afirmava que existem dois tipos de produção do conhecimento:

> a produção de conhecimento do tipo 1 - puramente acadêmica, refere-se a uma única disciplina;

> a produção do conhecimento do tipo 2 - interdisciplinar, transdisciplinar, voltado à resolução de problemas e ocorre normalmente no contexto de aplicação das disciplinas.

LINKS:

Para uma visão inicial recomenda-se conhecer a seguinte apresentação: 

A) http://gmap.unisinos.br/recursos-didaticos/Design-Science-Research-Aline-Dresch.pdf

B) http://desrist.org/desrist/content/design-science-research-in-information-systems.pdf

 

Quem está Online

Temos 78 visitantes e Nenhum membro online

Palavras-chave

Buscar