Michel Serres. O INCANDECENTE.

Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. Nesta comovente meditação filosofia, o autor reconcilia o homem e a natureza. O perfil que ele esboça desse novo sujeito, que somos nós, representado pelo Incandescente, é tão rico de promessas quanto a luz branca o é de corres. Este empreendimento conduz o autor à descoberta de uma nova metafísica e á proposição para o problema do mal.

 

Sumário

Memória e Esquecimento

Natureza e Cultura

Acesso Universal

A Grande Narrativa 

 

Finitude

Muitos filósofos lamentam nossa finitude, atitude essa que os faz produzir belas e patéticas páginas. Desprovidos de limites desde nosso próprio começo, encontramo-nos imprevisíveis em meio ambiente cuja singularidade nunca se adapta à nossa abertura.

 

Acesso Universal (150)

O ARCAICO TRÁGICO E CONTEMPORÂNEO (194)

Aventura e festa

 

Assim como a vida

 

 Violência e Conhecimento


“Mesmo as plantas, de caráter pacífico, que só se alimenta de luz, tentam suplantar seus vizinhos em seu pequeno território. Vivemos, logo amamos, vivemos, logo odiamos. Eu amo e odeio a vida, logo existo.” (Pg. 199).

 

Amor e ódio da vida

 

            Odiamos e simultaneamente amamos a vida. Quem, nós? Os seres vivos. Mas quem, pergunto mais uma vez? O indivíduo, você, eu; os grupos, nós; a nossa espécie e as outras; esses são os três elementos da vida.

 

O brancamente do Incandecente (pg. 213)

 

            Se eu soubesse como expressá-la, a moral revelaria o segredo, difícil de ser encontrado, de como dissipar o Mal. O que é o Bem senão a própria chama que, sem que eu exija isso de qualquer outra pessoa, consome o mal que jamais se ausenta de mim?

 

Sobre Deuses e Homens (221)

 

            A divisão da sociedade e as lutas de classe não são mais suficientes e nem longe servem para descrever nossos coletivos em vias de mundialização. Nos dois séculos precedentes, os adversários definidos por essa divisão pelo menos lutavam sobre terreno comum, o terreno do trabalho e da produção partilhado hoje de maneira diferente. Doravante entre o Ocidente e o terceiro  e quarto mundos, a cisão alcança dimensões tais que, para compreendê-las, devemos reconhecer nelas o abismo cavado pelos mitos: os ricos se banqueteiam no topo do Olimpo, enquanto os condenados à morte guerreiam corpo a corpo; deuses obesos comunicam se facilmente com todos os pontos do espaço sem perder tempo e se entopem de remédios ambrosíacos contra sociedade. Enquanto isso, a imensa multidão de mortais perde a esperança de viver algumas horas de paz, sem fome e sofrimento. A distância entre esses dois mundos pode ser medida segundo os novos espaços previstos pelas teogonias arcaicas.LIVRO O INCANDESCENTE

Ok Yuval Noah Harari. 21 lições para o século 21.São Paulo: Companhia das Letras, 2018. ISBN 978-85-359-7.

 https://youtu.be/Bw9P_ZXWDJU

https://youtu.be/GAFzdb3e3qQ

 https://m.youtube.com/watch?v=owOvHbIXSag&feature=share

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21 lições

para o século 21

Introdução

PARTE I: O DESAFIO TECNOLÓGICO 

1. Desilusão

O fim da história foi adiado 

“Enquanto todos os. grandes movimentos do século XX tinham uma visão que abrangia toda a espécie humana – fosse dominação, revolução ou libertação global -, Donald Trump não oferece nada disso. Exatamente o contrário. Sua mensagem principal é que não é tarefa dos Estados Unidos formular e nem promover qualquer visão global. Da mesma forma, os formuladores e os apoiadores do Brexit dificilmente tem um plano o futuro do Reino Desunido – o futuro da Europa e do mundo está muito além de seu horizonte”. (Pg 31).

            2-Trabalho

Quando você crescer, talvez não tenha emprego

“Entretanto, a longo prazo, nenhuma atividade permanecerá totalmente imune à automação. Até mesmo artistas receberão aviso-prévio. No mundo moderno a arte é comumente associada a emoções humanos. Tendemos a pensar que artistas estão direcionando forças psicológicas internas, e que todo o propósito da arte é conectar-nos com nossas emoções ou inspirar em nós algum sentimento novo. Como consequência, quando avaliamos arte tendemos a jugá-la segundo seu impacto emocional no público. Mas se a arte é definida pelas emoções humanas, o que acontecerá quando algoritmos externos forem capazes de compreender e manipular emoções humanas melhor do que Shekespeare, Frida Kahlo ou Beyoncé?” (pg. 47).

3.    Liberdade

Big Data está vigiando você

“As pessoas usufruirão dos melhores serviços de saúde da história, mas justamente por isso estarão doentes o tempo todo.  Existe sempre algo errado em algum lugar do corpo”.(pg. 75). 

4.    Igualdade

Os donos dos dados são os donos do futuro 

QUEM É DONO DOS DADOS 

“Se quisermos evitar a concentração de toda a riqueza e de todo nas mãos de uma pequena elite, a chave é regulamentar a propriedade dos dados.” (pg. 107)

  

PARTE II: O DESAFIO POLÍTICO

·      5. Comunidade

·      Os humanos têm corpo

 

6. Civilização

Só existe uma civilização no mundo

 

 7. Nacionalismo

  Problemas globais exigem respostas globais

 

 8. Religião

            Deus agora serve à nação

 

9. Imigração

 Algumas culturas talvez sejam melhores que outras

 

PARTE III: DESESPERO E ESPERANÇAS

 

10. Terrorismo

Não entre pânico

 

11. Guerra

Nunca subestima a estupidez humana

 

12. Humildade

Você não é centro do mundo

 

13. Deus

Não tomará o nome de Deus em vão

 

14. Secularismo

Tenha consciência de sua sobra

 

PARTE IV: VERDADE

 

15. Ignorância

Você sabe menos do que pensa que sabe 

16. Justiça

Nosso senso de justiça pode estar desatualizado

 

17. Pós-Verdade

Alguns fake news duram para sempre

 

“O fato é a verdade nunca teve papel ...

 

18. Ficção científica

O futuro não é o que você vê nos filmes

 

“Como observado em um capítulo anterior, talvez o maior pecado da ficção científica atual seja a tendência a confundir inteligência com consciência. Como resultado, está preocupada demais com uma possível guerra entre robôs e humanos, quando na realidade devemos temer entre uma pequena elite de super-humanos com poderes ampliados por algoritmos e uma vasta subclasse de Homo sapiens sem nenhum poder. Quando se pensa no futuro da IA, Karl Marx ainda é um guia melhor que Stevan Spielberg.” (pg. 305).

 

PARTE V: RESILIÊNCIA

 

19. Educação

A mudança é a única constante

 

HACKEANDO HUMANOS

 

“Os terroristas são mestre no controle da mente. Eles matam pouquíssimas pessoas, mas ainda assim conseguem aterrorizar bilhões e sacudir enormes estrutura políticas, como a União Europeia ou os Estados Unidos. Desde 11 de setembro de 2001, todo ano terroristas têm matado cerca de cinquenta pessoas na União Europeia, dez nos Estados Unidos, sete na China, e até 25 mil no mundo todo (principalmente no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão, na Nigéria e na Síria). Em contraste, a cada ano acidentes de transito matam 80 mil europeus, 40 mil americano, 270 mil chineses e 1,25 milhão no total. Diabetes e níveis elevado de açúcar matam até 3,5 milhões de pessoas por ano, e poluição do ar, cerca de 7 milhões. Então por que temer o terrorismo mais do que o açúcar, e porque governos perdem eleições por causa de ataques terroristas esporádicos, mas não por causa da poluição crônica do ar?

            “A tecnologia não é uma coisa ruim. Se você souber o que deseja da vida, ela pode ajudá-lo a conseguir. Mas se você não sabe, será muito fácil para a tecnologia moldar por você seus objetivos e assumir o controle de sua vida. E, à medida que a tecnologia adquire uma melhor compreensão dos humanos, você poderia se ver servindo a ela cada vez mais, em vez de ela servir a você. Você já viu esses zumbis que vagueiam pelas ruas com o rosto grudado em seus “smartphones”? Você acha que eles estão controlando a tecnologia o é a tecnologia que os está controlando?“ (Pg. 328)

 

20. Sentido

A vida não é uma história

 

“O PESO DO TELHADO

            Ainda que uma boa narrativa tenha de atribuir a mim um papel, e se estender além de meu horizonte, ela não precisa ser verdadeira. Uma história pode ser pura ficção e ainda assim prover-me de uma identidade e fazer-me sentir que minha tem sentido. De fato, até onde vai nosso melhor entendimento científico, nenhum das milhares de narrativa que diferentes culturas, religiões e tribos inventaram ao longo da história é verdadeira. São todas apenas invenções humanas. Se você perguntar qual é o verdadeiro sentido da vida e obter como resposta uma narrativa, saiba que esta é a resposta errada. Os detalhes preciosos não têm importância. Tosa a história está errada. Simplesmente por ser história. O universo não funciona como uma história.” (Pg 345).

 

21. Meditação

Apenas observe

“Observar a si mesmo nunca foi fácil, mas pode ter se tornado mas difícil com o passar do tempo. À medida que transcorria a história, os humanos criaram narrativas cada vez mais complexas sobre si mesmo, o que tornou cada vez mais difícil saber quem realmente somos. Essas narrativas visavam a unir grande número de pessoas, acumular poder e preservar a harmonia social. Foram vitais para alimentar bilhões de pessoas famintas e assegurar que essas pessoas não degolassem umas as ouras. Quando pessoas tentavam observar a si mesmas, o que comumente descobriam eram narrativas pré-fabricadas. Uma exploração em aberto era perigosa demais. Ameaçaria solapar a ordem social.

 

A medida que a tecnologia se aperfeiçoava, aconteceram duas coisas. Primeiro, quando facas de sílex evoluíram gradualmente para mísseis nucleares, ficou mais perigoso desestabilizar a ordem social. Segundo, á medida que pinturas rupestres gradualmente evoluíram para transmissão de televisão, ficou mais fácil iludir pessoas. No futuro próximo, algoritmos poderão completar esse processo, fazendo com que seja praticamente impossível que as pessoas observem a realidade por si mesmas. Serão os algoritmos que decidirão por nós quem somos que deveríamos saber sobre nós mesmo.

Por mais alguns anos ou décadas, ainda teremos escolhas. Se fizermos esse esforço, ainda podemos investigar que somos realmente. Mas, se quisermos investigar quem somos realmente, é melhor fazer isso agora     ” (Pg. 389).

  

Agradecimento

Notas

Índice remissivo

 

           

O Quarto caminho para - Uma nova consciência

G. I. GURDJIEFF

A característica mais típica do homem moderno é ausência de unidade interior, além de uma completa falta dos valores que mais gostamos de nos atribuir: uma “consciência lúcida”, o “livre-arbítrio”, um “eu invariável” e a “capacidade de fazer”. O aspecto dominante de nossa existência, a característica que explica essa deficiência e tudo mais que falta em nós, é sono. O homem contemporâneo nasce, vive e morre adormecido. Que conhecimento uma pessoa adormecida pode ter? A fim de refletirmos sobre esta questão, consideramos que o sono é a característica primária de nossa consciência, a primeira coisa que precisamos pensar é como despertar, como mudar nossa existência. (pg. 102).

 

 

SUMÁRIO

I. CONHECE-TE A TIMESMO

II. NOSSA MÁQUINA HUMANA

III. MUNDO DENTRO DE MUNDOS

IV. POSSIBIDADE DE EVOLUÇÃO

V. A META DA RELIGIÃO

VI. BUSCANDO O CAMINHO

VII. ESTUDO PRÁTICO

VIII. UM TRABALHO PARA CONSCIÊNCIA

IX. RUMO À LIBERTAÇÕ

X. CONHECIMENTO DO SER


Como encarar a solidão. São Paulo: Editora Planeta, 2018.

 

 “ Buscarei outra diferença importante: o mundo virtual é mais controlável, em média, do que o físico presencial. Você está sozinho e chega um chato. A definição mais clássica de um chato é que diz que se trata de um sujeito que lhe retira da solidão sem oferecer companhia. É difícil escapar em casa, no trabalho ou na rua. Os chatos são onipresentes. Agora, nas mensagens virtuais, você pode ignorar o chato, fazer de conta que não leu, alegar que o firewall barrou algo, você pode bloquear ou deletar.” (Página 38).

Zelia Leal Adghirni. Textos reunidos e apresentados por: Fábio Henrique Pereira & Francilaine Munhoz de Moraes.      Florianópolis: Insular, 2017.

" A consolidação do campo acadêmico do jornalismo aconteceu em novembro de 2003, com a criação da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (atualmente Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo - SBPJor), que reuniu uma centena de pesquisadores na Universidade de Brasília."

"Jornalismo na Internet - Uma década de mutações

Por mais que os pesquisadores nas ciências das comunicações e da informaçãotenham tentado esboçar perspectivas e estratégias para o futuro do profissional do jornalismo na Internet, é praticamente impossível estabelecer, no momento presente, um diagnóstico confiável sobre a questão. Entre as alternativas colocadas para o futuro do jornalismo digital, assisitimos ao delineamento de dois perfis distintamentes opostos: de um lado, o jornalismo banal do "copia-cola", estabelecido na última década, e sobre tudo a partir do ano 2000, e, outro, o jornalismo revelado nos Blogs" ( pg. 67).

" A adoção das tecnologias dde Informação e Comunicação (TICs), com um sentido operacional voltado para o mercado, bem como a visão comercial do jornal como usina de de informação, causaram uma transformação no jornalismo brasileiro de grandes proporções"(pg. 83).

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