La generalización de la conexión de banda ancha puede ser un útil "sin precedentes" para universalizar la educación y conseguir el objetivo de acabar con el analfabetismo en 2015, según un informe presentado hoy por la Unesco.

El acceso a internet puede permitir "reducir las disparidades en el campo de la educación, transformar los métodos de enseñanza y mejorar la creación de capacidades en beneficio de la economía globalizada", según el informe "Tecnología, banda ancha: hacer progresar el programa de la educación para todos".

Elaborado por el grupo de trabajo sobre la educación de la Comisión sobre la Banda Ancha, el informe ha contado con expertos de la Organización de la ONU para la Educación, la Ciencia y la Cultura (Unesco) y de la Unión Internacional de Telecomunicaciones (UIT).

En el texto, presentado durante la jornada de apertura de la Cumbre Mundial de la Sociedad de la Información, que acabará el próximo miércoles, se establece que "la extensión del uso de la banda ancha es un medio para progresar hacia la meta de la universalización de la enseñanza primaria", uno de los "Objetivos del Milenio" fijados para 2015.

En la actualidad, 61 millones de niños en edad de estar en la escuela primaria están sin escolarizar, a los que hay que sumar otros 71 millones de potenciales alumnos de secundaria.

La Unesco calcula que de aquí a 2015 serán necesarios 1,7 millones de maestros en el mundo y que, en total, hay 793 millones de analfabetos, el 63 % de ellos mujeres.

El uso de internet de banda ancha puede contribuir a reducir estas cifras, según el informe, que señala también que la red puede disminuir las diferencias que existen entre el mundo rico y el menos desarrollado.

La directora general de la Unesco, Irina Bokova, indicó que la "brecha digital" contribuye hoy a agrandar las diferencias entre estos dos grupos de países.

Los 2.500 millones de usuarios de internet que hay en el mundo, según las cifras de la UIT, se reparten de forma desigual.

En los países en vías de desarrollo, sólo uno de cada cuatro ciudadanos tiene acceso a la red, mientras que en los países más pobres el porcentaje se queda en el 6 %.

En 17 países, el costo de internet equivale al 100 % del salario medio mensual.

El secretario general de la UIT, Hamadun I. Ture, destacó internet como un útil capaz de "fortalecer y mejorar la enseñanza" y aseguró que, además de instrumento educativo, aporta mejoras en "el diálogo y el mejor entendimiento de los pueblos".

El informe recomienda a los Gobiernos que se mejore el acceso a internet de banda ancha a los ciudadanos y a las tecnologías de la información y la comunicación, que deben integrarse en los programas educativos y de formación de los trabajadores.

Los docentes deben ser formados en este tipo de tecnologías que, además, deben adaptarse a los contextos locales y a las lenguas vernáculas de las distintas comunidades

 

Laptops and mobile phones are the most popular new learning devices in Africa, with tablets only being used regularly by 20 percent of eLearning practitioners, according to the eLearning Africa Report 2013. The report offers insight into the uses of technology in African education from the point of view of Africans themselves at grassroots level. Although 40 percent of respondents said they create local content, only 16 percent create it in indigenous African languages.

Social media and mobility are becoming more popular, but accessing online resources and supporting classroom learning are the most common uses of technology. Mobility in learning and teaching is indeed on the rise in education and skills development in Africa but it has not yet eclipsed traditional ways of education delivery, says report editor Shafika Isaacs. Addressing the challenges in education continues to be a critical priority as one deliberates the post-2015 development agenda.

http://www.telecompaper.com/news/tablets-lag-behind-in-africa-for-e-learning-study--946717

A Revista ADVIR dedica um número ao SOFTWARE LIVRE

Ponto de Vista
Software Livre em Instituições de Ensino Superior <6>
Cesar Brod - BrodTec-
Quando a graduação em Letras é tocada pelos avanços do software livre < 12 >
Ana Cristina Fricke Matte, Adelma Lúcia de Oliveira Silva Araújo,
Karlla Andréa Leal Cruz e Cinara Kelly Alves - UFMG.


Leia mais:Software LIVRE uma grande SACADA

Pesquisa 'Gerações Interativas' foi realizada pela Fundação Telefônica em parceria com Ibope e Escola do Futuro, da USP

29 de novembro de 2012 | 12h 55

As crianças e jovens brasileiros estão cada vez mais conectadas às telas e tecnologias digitais: 75% dos adolescentes entre 10 e 18 anos afirmam navegar na internet, enquanto entre as crianças de 6 a 9 anos esse índice é de 47%. Os dados fazem parte da pesquisa Gerações Interativas Brasil – Crianças e Jovens Diante das Telas, que foi apresentada nesta quarta-feira, 28, pela Fundação Telefônica Vivo no Auditório do Masp, na região central de São Paulo.

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 Em parceria com o Fórum Gerações Interativas, o Ibope e a Escola do Futuro da USP, a fundação pesquisou o comportamento da geração de nativos digitais brasileiros diante de quatro telas: TV, celular, internet e videogames. A coleta de dados ocorreu entre 2010 e 2011 junto a 18 mil crianças e jovens, com idades entre 6 e 18 anos. O Ibope ajustou a amostragem, baseado no Censo Escolar de 2007, e o conjunto válido de respondentes foi de 1.948 crianças e 2.271 jovens, pertencentes a um universo que abrange alunos de escolas do ensino público e privado, nas zonas urbana e rural de todas as regiões do País.

Esta é a segunda etapa de uma pesquisa iniciada em 2005. Na ocasião, o Brasil foi analisado dentro do contexto da região ibero-americana.“Desta vez, decidimos fazer um retrato exclusivo do País, para obtermos um panorama abrangente e crítico a respeito do contexto e das perspectivas das telas digitais no Brasil”, explica Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo.

Principais resultados

Do total dos pesquisados, 51% das crianças, de 6 a 9 anos, e 60% dos jovens e adolescentes, de 10 a 18 anos, declararam possuir computadores em casa, enquanto 38,8% das crianças e 74,7% dos jovens disseram ter celulares próprios. Já quanto à posse de games, 78,7% das crianças e 62,4% dos adolescentes entrevistados responderam positivamente. A TV é a tela predominante, com índices de penetração nos lares entre 94,5%, no caso das crianças, a até 96,3% para os jovens.

No entanto, diferenças socioeconômicas entre as regiões impactam na posse e no acesso às telas. A análise detalhada pelas macrorregiões geográficas do País evidenciou diferenças marcantes para os indicadores da inclusão digital dos jovens brasileiros. Observou-se que, enquanto a presença de computadores domésticos atingiu 70,4% das crianças do Sudeste e 55,1% para as residentes no Sul, no Norte e Nordeste estes índices retrocedem para 23,6% e 21,2%, respectivamente.

Diferentemente do que se observa para a maioria dos adultos que com ela convivem, a geração interativa redefine o uso das telas pela sua integração, convergência e multifuncionalidade. Desta forma, a internet é usada para tarefas escolares, compartilhar músicas, vídeos, fotos, ver páginas na web, utilizar redes sociais, bater papo e usar e-mail.  

Políticas públicas

De acordo com Lygia Pupatto, secretária de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, atualmente 52% da população brasileira não têm acesso à internet. O cenário agrava-se ainda mais quando se observa a distribuição dessa acessibilidade. Enquanto 96% da classe A possuem acesso à internet, apenas 35% da C têm esse privilégio e 5% das D e E. Vale lembrar que as classes C, D e E, juntas, somam cerca de 80% da população. "A exclusão digital segue o mesma lógica da exclusão social", diz Lygia. "Essa desigualdade, por sua vez, é muito mais maléfica, pois gera novos padrões de exclusão social, principalmente no que diz respeito ao acesso à informação e, consequentemente, ao exercício da cidadania", afirma.

Segundo a secretária, o governo federal tem alguns projetos para garantir a acessibilidade uma maior porcentagem da população. Um deles trata da redução da carga tributária de smartphones, o que, por sua vez, interferiria diretamente no preço final do produto. Lygia também destacou a importância de uma articulação com os governos estaduais e municipais e também com a academia.

Convergência

O celular representa a tela de convergência por excelência. Pela ordem, a geração interativa utiliza o aparelho para: falar (90% dos jovens); mandar mensagens (40%); ouvir música ou rádio; jogar; como relógio/despertador; como calculadora; fazer fotos; gravar vídeos; ver fotos/vídeos; usar a agenda; baixar arquivos; assistir TV; bater papo; e navegar na internet. "O celular é a mídia convergente, a que pode ser tratada como ganhadora", diz Françoise Trapenard, da Fundação Telefônica Vivo. "Entre as mídias interativas, é a mais simples, extremamente intuitiva e que pode ser levada para qualquer lugar, em qualquer momento."

40% dos jovens afirmaram que nenhum professor usa a web em aula e apenas 11% aprenderam a navegar com um educador. Por outro lado, 64,2% dos respondentes disseram que aprenderam a usar a internet sozinhos. “Trata-se de uma geração nascida a partir do final da década de 1990, período em que no Brasil as TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação) já se encontravam profundamente instaladas e arraigadas na vida cotidiana das famílias e, em maior ou menor grau, também nas escolas”, observa Brasilina Passarelli, coordenadora científica da Escola do Futuro.

Segundo a professora, a interação que os nativos digitais têm com as novas mídias não deve ser encarada com estranhamento ou hesitação. "Esse jovens estão reconstruindo uma relação com o conhecimento", diz. "O conceito de leitura que conhecemos, por exemplo, não existe mais, ao menos para as novas gerações, que foram criadas pelo hipertexto, onde a lineariedade não faz mais sentido algum."

Na opinião dela, é um erro tentar formatar os jovens e crianças da geração Z ao mundo que estávamos acostumados até 10, 15 anos atrás. "Temos de ter coragem de ousar, caso contrário, seremos afogados pelo real", diz Brasilina, referindo-se à adoção de TICs na educação.

A pesquisa estará disponível para download no site da Fundação Telefônica (www.fundacaotelefonica.org.br), inclusive com versão para tablets.


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