O evento que será sediado no Brasil no ano que vem não é a única iniciativa para encontrar um novo modelo de governança da Internet. Com o apoio da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), foi formado um comitê sobre o futuro da cooperação global na Internet, composto por representantes do governo, do setor privado e organizações internacionais. Entre os membros do comitê – que será presidido pelo presidente da Estonia, Toomas Ilves –, está Virgílio Almeida, secretário de políticas de informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e coordenador do Comitê Gestor da Internet (CGI). A primeira reunião do grupo está marcada para os dias 12 e 13 de dezembro, em Londres. Vint Cerf, mencionado muitas vezes como um dos fundadores da Internet, atuará como vice-presidente do comitê.

De acordo com nota divulgada à imprensa, a ICANN considerou as crescentes pressões para tratar as questões que estão fora da sua esfera de responsabilidade como um fator motivacional para formar um comitê de alto nível. A ICANN consultou várias organizações para desenvolver o comitê. Os membros foram escolhidos para garantir houvesse representantes de diversas regiões. As atividades dos membros do comitê serão independentes de suas organizações. Entre os membros do comitê estão:

• Mohamed al Ghanem, fundador e diretor geral da Autoridade Reguladora das Telecomunicações dos Emirados Árabes Unidos (EAU); ex-vice-presidente do Fundo Tecnológico de Comunicações e Informações dos EAU.

• Virgilio Fernandes Almeida, membro da Academia Brasileira de Ciências; presidente do Comitê Gestor da Internet; secretário nacional de Políticas de Tecnologia da Informação.

• Dorothy Attwood, vice-presidente sênior de políticas públicas globais da Walt Disney Company.

• Mitchell Baker, presidente da Mozilla Foundation; presidente e ex-diretor geral da Mozilla Corporation.

• Francesco Caio, diretor geral da Avio; ex-diretor geral da Cable and Wireless e Vodafone Italia; fundador da Netscalibur; consultor de banda larga no Reino Unido e Itália.

• Vint Cerf, vice-presidente e diretor de divulgação da Internet no Google; ex-presidente da ICANN; cofundador da Internet Society.

• Fadi Chehadé, diretor geral e presidente da ICANN; fundador da Rosetta Net; executivo de tecnologia.

• Nitin Desai, economista e diplomata indiano; ex-subsecretário geral da ONU; organizador do Grupo de Trabalho sobre Governança da Internet (GTGI).

• Toomas Ilves, presidente da Estônia; ex-diplomata e jornalista; ex-ministro das Relações Exteriores; ex-membro do Parlamento Europeu.

• Ivo Ivanovski, ministro da Sociedade de Informação e Administração da Macedônia; comissário da Comissão de Banda Larga para o Desenvolvimento Digital da ONU.

• Thorbjorn Jagland, secretário geral do Conselho da Europa; ex-primeiro ministro das Relações Exteriores da Noruega; presidente do Comitê Norueguês do Prêmio Nobel.

• Olaf Kolkman, diretor do NLnet Labs; "engenheiro divulgador" da Internet aberta; ex-presidente do Internet Architecture Board.

• Frank La Rue, advogado trabalhista e de direitos humanos; relator especial da ONU para a Promoção e a Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão; fundador do Centro de Ação Legal para os Direitos Humanos (CALDH).

• Robert M. McDowell, ex-Comissário Federal de Comunicações dos EUA; pesquisador visitante do Centro de Economia da Internet do Hudson Institute.

• Andile Ngcaba, presidente da Convergence Partners; presidente executivo da Dimension Data Middle East and Africa; ex-diretor geral de comunicações do governo da África do Sul.

• Liu Qingfeng, diretor geral e presidente da iFLYTEK; diretor do Laboratório Nacional de Engenharia de Dialetos & Linguagem da China; membro do grupo de trabalho de Padrões de Tecnologia Interativa.

• Lynn St. Amour, presidente e diretora geral da Internet Society; executiva de telecomunicações e TI.

• Jimmy Wales, fundador e promotor da Wikipedia; membro do Conselho Diretor da Wikimedia Foundation.

• Won-Pyo Hong, presidente do Media Solution Center da Samsung Electronics.

D

NSA tem um orçamento de 11 (onze) bilhões de dólares ano e possui 30.000 (trinta mil) empregados, tem instalações fora de Fort Meade, Marylan em: Georgia, Texas, Hawaii e Colorado, onde possui melhores serviços de rede e ainda tem pessoal distribuído escutando “POSTS” ao redor do mundo. Para comparação, a título de níveis de serviços, o SERPRO que roda: o Imposto de Renda, a Nota Fiscal Eletrônica, a Folha de pagamento da Administração Pública Federal, o Pregão Eletrônico, o SIAFE – sistema de planejamento e execução orçamentária em tempo real, o Registro Nacional de Veículos (RENAVAN),  Carteira Nacional de Habilitação (RENACH) dentre outros gigantes, tem um orçamento anual em média  cerca de 1 (um) Milhão de dólares e 11 (onze) mil Empregados, possui grandes instalações em São Paulo, Rio e Brasília, e outras grandes mas com menor poder computacional em quase todas as capitais Brasileiras, e por último porém não menos importante possui pequenas instalações em todas aduanas Brasileiras cobertas por “backbone WAN” , a rede nacional. Esse serviço todo para 190 milhões de Brasileiros e para a maioria das empresas no  território Nacional e filiais, o orçamento anual da empresa tupiniquim representa cerca de 10 % do orçamento e 33% dos empregados da NSA.

Leia mais:Os espiões estão interessados em Nós?


Germany-P151021611 de outubro de 2013 - Em Montevidéu, Uruguai, esta semana, os diretores de todas as principais organizações da Internet -ICANN, a Força-Tarefa de Engenharia da Internet (IETF), o Conselho de Arquitetura da Internet (IAB), o Consórcio World Wide Web (W3C), a Internet Society (ISOC), todos os cinco registradores regionais de endereços IP da Internet (AfriNIC,APNICARINLACNICRIPE/NCC) -- voltaram suas costas ao governo dos EUA. Com unanimidade marcante, as organizações que realmente desenvolvem e administram os padrões e recursos da Internet iniciaram uma ruptura com o domínio dos EUA sobre a governança da Internet que já vem de três décadas.

Leia mais:As principais instituições de Internet abandonam o governo dos EUA

Apple, Microsoft, Nokia, IBM, Olivetti. Onde os gigantes erram?Steven A. Ballmer CEO da Microsoft anuncia sua saída da companhia para aposentadoria. Após geri-la por 13 anos no azul, triplicou a receita e dobrou os lucros desde 2000. Ballmer declarou: “Nunca há um momento perfeito para este tipo de transição, mas agora é a hora certa”, disse em comunicado enviado à imprensa. “Nós iniciamos uma nova estratégia com uma nova organização e temos uma ótima equipe de liderança sênior“.  Ao anunciar a saída as ações subiram 8%. O anúncio foi feito após Ballmer apresentar o Tablet com o sistema Windows 8. Um dos principais motivos da renúncia de Ballmer é que a empresa deve enfrentar novos desafios com novos produtos e softwares na linha de “smartphones” e o novo CEO terá o desafio de conduzir a companhia em momento de transformação.

Leia mais:Apple, Microsoft, Nokia, IBM, Olivetti. Onde os gigantes erram?

O labirinto global da segurança da informação: Snowden herói. E agora qual a saída?Os detentores das tecnologias: GPS,  Internet, satélites, GOOGLE, Facebook, Microsoft, Apple, proprietários de nuvens de computadores e majoritariamente donos da imensa infraestrutura ótica ao redor do mundo, estão em cheque. Pior, estão preocupados com as revelações de alguém que sobre todas as nuvens, e pela ética, denunciou, acertadamente com informações inquestionáveis, a rede de espionagem da agência governamental NSA dos EUA.  Hoje ele corre risco de vida asilado em Moscou(saiba mais). Os países aliados aos EUA e vítimas desses atos, surpreenderam-se, alguns tomaram algumas ações e reclamaram, outros apenas se calaram e uma crise de confiança geral instalou-se. Todo esse escândalo desembocou no cancelamento da reunião presidencial nos EUA e  na abertura da 68a. assembléia geral da UN – United Nations, com a fala corajosa  de nossa Presidenta Dilma.(Saiba mais). Lutar contra tamanha força tecnológica hegemônica é para poucos. Assegurar a soberania do país sobre sua cultura, suas estratégias e informações sensíveis não é trivial em um cenário onde toda a tecnologia desenvolvida é americana.

Leia mais:O labirinto global da segurança da informação: Snowden herói. E agora qual a saída?

Quem está Online

Temos 129 visitantes e Nenhum membro online

Palavras-chave

Buscar