Considerando-se que a tecnologia assume um papel importante nos debates atuais sobre educação em virtude da rapidez e multiplicidade de seus efeitos na sociedade em rede (Castells, 2006), a presente pesquisa enfoca os letramentos como questão crucial à aprendizagem.

O objetivo desta tese é investigar como estudantes universitários, usuários da Internet, de diferentes cursos, em universidades públicas e privadas, constroem sentidos, a partir de seus contextos sócio-culturais, em relação às diferentes formas de prática social e respectivas epistemologias.

Para realizar esta pesquisa, um site foi criado no qual os participantes, hiperleitores, interagiam entre si, escolhendo temas de uma gama de modalidades as quais incluíam imagens, vídeo games, charges, conteúdo de emails, filmes, músicas, lendas urbanas e notícias de outras formas midiáticas.

Esta tese baseia-se em concepções recentes sobre letramentos, principalmente o letramento crítico, como uma prática social. Nessa perspectiva, a construção de epistemologia, realidade e autoria são sempre concebidas como sendo situadas, múltiplas, contestáveis e sujeitas à transformação, conforme salientam Cope, Kalantzis, 2000; Gee, 2004; Lankshear, Knobel, 2005; Muspratt, Luke, Freebody, 1997. Nesta, procuro estabelecer uma conexão entre letramento crítico, hermenêutica crítica (Ricoeur, 1978) e desconstrução (Derrida, 1997).

A conclusão revela que a Internet representa um espaço propício para a construção de conhecimento e sugere, como no título Letramentos na sociedade digital: navegar é e não é preciso, que certeza e incerteza coexistem no processo de navegação, conforme a construção de sentidos dos participantes na qual visões convencionais e mais críticas se mesclam.

Passarelli, B; Junqueira, A. H. (2012). Gerações interativas no Brasil: crianças e adolescentes diante das telas. São Paulo: Fundação Telefônica Brasil/Escola do Futuro (USP). 424p.

Sumário

1. INTRODUÇÃ0 -O PROJETO "LA GENERACIÓN INTERACTIVA: NIÑOS Y ADOLECENTES ANTE LAS PANTALLAS

2. O HIBRIDISMO DO CONTEMPORÂNEO CONECTADO

3. AS TELAS DIGITAIS NO BRASIL: CONTEXTOS E PERSPECTIVAS

4. GERAÇÃO INTERATIVAS BRASIL: O QUE "DIZEM"AS CRIANÇAS E OS JOVENS

5. O QUE NÓS APREDEMOS ATÉ AGORA

48 geracoes interativas brasil

 

Rezenha do Livro Por Marcelo Oliveira da Cruz

Os capítulos 1 e 2 do livro Gerações Interativas Brasil – Crianças e Adolescentes diante das Telas, de Brasilina PASSARELLI e Antonio Hélio JUNQUEIRA, em caráter investigativo apresentam novos conceitos que delineiam a novas perspectivas da sociedade em rede e proporcionam reflexões aos novos tempos.

https://www.youtube.com/user/futurousp

O objetivo da pesquisa é subsidiar pesquisadores, pais e alunos a terem uma horizontalidade responsável e planejar a aprendizagem no acesso e uso das novas tecnologias ou telas digitais, como computador, TV, internet, smartphones e videogames. A pesquisa foi promovida em parceria com a Fundação Telefonica, IBOPE e a Escola do Futuro da USP.

Alunos do ensino público e particular em um número de 18 mil, com idades entre 6 e 18 anos das cinco regiões, urbana e rural do Brasil, foram investigados em pesquisa on-line, afim de conhecer o comportamento desta nova geração denominada nativa- digital. Os comportamentos foram mapeados cingindo seus traços como tempo de acesso, horário, faixa etária, se com ou sem acompanhamento de adulto e como a escola participa deste processo.

Esta pesquisa foi direcionada à identificação de uma definição válida para competência informacional em publicações sobre o tema, bem como buscou identificar quais são os processos de aprendizagem vivenciados pelos profissionais da informação para o alcance da sua competência informacional.

As etapas da pesquisa incluíram a seleção de extratos literários utilizando artigos, pesquisas e livros publicados em diversos países e a avaliação dos profissionais da informação (servidores do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e tecnologia (IBICT)) para a obtenção de um percentual de concordância, identificando a origem da aprendizagem.

A metodologia usada para o desenvolvimento desta pesquisa foi a Teoria Fundamentada nos Dados (Grounded Theory). A fundamentação teórica considerou trabalhos publicados sobre o assunto ou a ele relacionados no período compreendido entre 1968 e 2012, em três idiomas (português, espanhol e inglês), que se encontram publicados em vários países, tais como: Estados Unidos, Austrália, Espanha, México, Turquia, Chile, Portugal, Brasil e Egito. Das referências, foram extraídos padrões e conceitos, posteriormente agrupados por similaridade, gerando três categorias: conhecimento, habilidades e atitudes. As categorias e suas descrições conceituais fundamentaram as perguntas do questionário de coleta de dados.

Os resultados revelaram elevado percentual de concordância, com variações entre 83% e 100%, indicando que a competência informacional é o resultado de um processo de aprendizagem ao longo da vida que incorpora não só a aprendizagem de conhecimento, mas a aprendizagem de habilidades e atitudes, compondo três grandes categorias (conhecimentos, habilidades e atitudes) que suportam conceitos e padrões, que evoluem de forma cumulativa, ou seja, cada novo aprendizado se soma aos adquiridos anteriormente, preparando o indivíduo para a resolução de problemas de maior complexidade

Ao final da pesquisa foi possível observar que a expectativa inicial, de encontrar os cursos / treinamentos como sendo a principal fonte desse tipo de aprendizagem, estava errada e ficou classificada em terceiro lugar, atrás do esforço pessoal (primeiro lugar) e da aprendizagem que ocorre no trabalho ou com especialistas (segundo lugar). Esse resultado destaca a importância da auto motivação e da autodeterminação para a aprendizagem que leva ao alcance da competência informacional. A tese apresenta uma proposta teórica sobre competência informacional e os diferentes tipos de aprendizagem vivenciadas pelos integrantes das amostras (pré-teste e teste).

file:///Users/beneditomedeirosneto/Downloads/2013_AnaClaudiaSoaresCavalcanteGama.pdf

Este trabalho apresenta a identificação dos temas relacionados aos Estudos de Cibercultura e como estes podem colaborar com as pesquisas em Ciência da Informação. Apresenta, na revisão de literatura, o contexto histórico e teórico da cibernética, caracterizando-a como a área precursora da discussão sobre informação e máquinas na sociedade. A partir desta compreensão, são apresentadas as discussões sobre cibercultura, bem como as perspectivas cientificas sobre a área, demonstrando as instituições de pesquisa de Cibercultura e Estudos de Internet. Para compreender a cibercultura como objeto científico, utiliza-se como corpus empírico, os objetivos de estudo dos grupos de pesquisa cadastrados no CNPq, onde são verificados os temas recorrentes sobre este assunto, e quais são as perspectivas interdisciplinares. Por fim, os temas coletados são categorizados e estruturados para que possam servir de referência para a Ciência da informação. Conclui-se que os Estudos de Cibercultura estão evoluindo para o campo disciplinar chamado Estudos de Internet, e que a Ciência da Informação, por sua vez, deve participar dessa disciplina de maneira atuante, seja nos grupos de pesquisa, seja nas práticas curriculares das áreas subordinadas.

 

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