A partir de uma abordagem etnográfica, analiso neste artigo as múltiplas apropriações dos telefones celulares em suas intersecções com as relações de gênero. Discuto como a tecnologia é apropriada para reafirmar laços amorosos, mas também torna-se foco de vigilância, tensões e conflitos. Nesse sentido, argumento que o telefone celular engendra micropolíticas do cotidiano nas quais homens e mulheres interagem em dinâmicas socioculturais que refletem hierarquias de gênero, mas que também as subvertem.