BSB, 23/03/2015,

Prezado, Professor Doutor Benedito Medeiros, boa noite.

  Tenho exercitado o prazer da escrita, não da        científica, mas daquela descompromissada,  descontraída, feita como o afagar nos cabelos de uma  cabocla bonita ou como o subir num pequizeiro para  fotografar a beleza da flor de uma determinada espécie  de orquídea rara.

 Mas hoje, nessa tarde, me bateu a saudade dos  tempos de vivência acadêmica, ao ver ali o brilho e o entusiasmo de três Doutos Mestres ao avaliar na complexidade da cátedra, de forma simples, sem pompa, o trabalho de pesquisa de um jovem sonhador que ainda acredita em impor por ideias sistematicamente pesquisadas as mudanças que o setor que juntos construímos, demanda nesse momento de grandes transformações nos modelos de comunicação.

Há dois anos, mesmo sendo isso latente no cotidiano de nossas mentes, me apercebi que a vida é curta; o infortúnio, indubitável; e a morte, certa. Na próxima semana completar-se-á dois anos que fiz a cirurgia radical para extirpar o mal de que fui acometido inesperadamente. Mas nessa travessia, tenho carregado no meu imaginário dois balões de gás, que tenho nominado de Entusiasmo e Esperança.  Com eles, viajando a cada dia para a sepultura (almejo que esse caminho seja como uma curva assintótica), espero despistar a dor e a desesperança que a certeza ou a incerteza de tudo isso provoca.

Fechando o parêntesis acima e, voltando para o tema do parágrafo anterior, vi nas ações dos Doutos Mestres, que na academia, a curiosidade, a inquietação e a criatividade impõem-se como instrumentos de (trans) formação de novos talentos para a nossa sociedade, preparando-os para atuar em seus diversos liames, despertando o “pensar” crítico fundamentado na pesquisa, porém respeitando a individualidade do especializando, seus valores e retórica, mesmo que as vezes carente de fundamentação científica, mas amparado na vivência da realidade cotidiana das organizações e sociedade extra muros acadêmico. Vi ali naquele ato solene, que aquele jovem chegou carregando tal qual eu, seus dois balões; um o do Entusiasmo, outro o da Esperança.

O entusiasmo de uma etapa, um degrau já em fase de conclusão e a esperança de que seu trabalho e esforço de dois anos de estudos e pesquisas, tão bem orientados pela brilhante Professora Fátima, recebesse não só a avaliação justa, mas as orientações para que se tornasse um trabalho útil e capaz não só de ser referencia para novas pesquisas, mas especialmente de ser útil à sociedade, à instituição a que serve. Essa é a aproximação da qual a sociedade e a academia precisam.

Assim, Caro Amigo, quero parabenizar especialmente a ti, visto que me foi gratificante vê-lo já doutorado participar de uma banca acadêmica, e também à Professora Fátima e ao Professor Fernando, pela forma brilhante, profissional e honesta de construir novos valores para a nossa sociedade. Quisera eu ter encontrado ícones como estes em minha banca do mesmo curso.

Sem querer estender o assunto para além de sua paciência, aproveito o ensejo para renovar meus sinceros votos de amizade e consideração.

Abraços extensivo aos demais mestres.

 

Jovino.


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